Toffoli suspende quebra de sigilo de Wassef pela CPI da Covid

Toffoli suspende quebra de sigilo de Wassef pela CPI da Covid

Parlamentares buscavam apurar suposta relação com compras de vacinas

R7

Renan Calheiros pediu a medida contra advogado

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli suspendeu a quebra de sigilo fiscal determinada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 do advogado Frederick Wassef. A decisão é liminar e vale até que o mérito da questão seja julgado.

Os senadores pretendiam investigar supostas ligações de Wassef, que é advogado do senador Flávio Bolsonaro, com as negociações para compra de vacinas contra o coronavírus.

A decisão de Toffoli foi tomada em mandado de segurança apresentado pela Ordem dos Advogados do Brasil no DF (OAB-DF), que argumentou, entre outros pontos, que Wassef não foi citado por depoentes da CPI. O advogado também, reforçou a entidade, não foi chamado para prestar depoimento.

O relator da CPI, Renan Calheiros, é o autor do pedido de quebra de sigilo. Ele argumentou que foram relacionados comportamentos, transferências e ligações societárias entre diversas empresas e pessoas. "E é exatamente nessa esteira que, visando complementar e esclarecer as informações já levantadas anteriormente, faz-se imperiosa a aprovação do presente requerimento. Além de tudo, as pessoas acima relacionadas possuem registros de passagens de recursos e/ou relacionamentos comerciais com origem ou destino na empresa Precisa Comercialização de Medicamentos, seus sócios, familiares destes e outros investigados por esta CPI", afirmou.


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