Vereadores rejeitam projeto que previa fim da obrigatoriedade de cobradores em Porto Alegre
capa

Vereadores rejeitam projeto que previa fim da obrigatoriedade de cobradores em Porto Alegre

Foram 23 votos contrários e nove favoráveis à medida

Por
Eric Raupp

Categoria comemorou nas galerias do plenário

publicidade

Na abertura do ano legislativo, em sessão ordinária na tarde desta segunda-feira, a Câmara Municipal de Porto Alegre pôs fim a uma discussão que mobilizou a cidade nos últimos meses. Por 23 votos contrários e nove favoráveis, os vereadores rejeitaram o projeto de lei 2035/2017, que previa o fim da obrigatoriedade de trabalhadores na função de cobrador no transporte público da Capital. Presentes nas galerias do plenário, representantes da classe comemoraram a votação, realizada após duas tentativas de caráter extraordinário na Casa, durante o recesso, não terem registrado quórum.

Neste revés do Paço Municipal, votaram contra a proposta do prefeito Nelson Marchezan Jr. até mesmo parlamentares de partidos da base. Foram favoráveis apenas os vereadores Comandante Nádia, Lourdes Spenger e Mendes Ribeiro (MDB); Lino Zinn (Novo); Ricardo Gomes (PP); Mauro Pinheiro (Rede); Cassio Trogildo (PTB); Hamilton Sossmeier (PSC); e Moisés Barboza (PSDB).

Apresentado no ano passado – quando chegou a começar a ser votado, mas a derrubada de quórum na última sessão evitou a conclusão da apreciação dos vereadores – o projeto previa que os ônibus da Capital trafegassem apenas com o motorista entre 22h e 4h, além de domingos e dias de passe livre. Os rodoviários protestaram, alegando que a proposta causaria desemprego. 

Neste ano, o projeto foi incluído em um conjunto de medidas da Prefeitura que visa reduzir o preço das tarifas de ônibus. São, ao todo, cinco propostas, dentre as quais a taxação de corridas feitas em transporte por aplicativo e uma espécie de pedágio para veículos de fora de Porto Alegre. 

Quórum

Às 14h, o líder da Bancada do DEM e presidente da Câmara, Reginaldo Pujol, realizou verificação de quórum para iniciar os trabalhas, mas o número mínimo não foi atingido e outra contagem foi marcada para 14h20min. Na nova verificação, 24 vereadores registraram presença, possibilitando que o texto fosse debatido e votado. Na quinta e na sexta-feira da semana passada, o projeto não foi à votação em razão da falta de quórum.

O assunto foi pauta do podcast Direto ao Ponto da última sexta: