Witzel defende política de segurança e diz que morte de Ágatha é fato isolado
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Witzel defende política de segurança e diz que morte de Ágatha é fato isolado

Governador do Rio pediu vigor nas investigações, mas afirmou que não há razões para modificar atuação dos policiais

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Correio do Povo e R7

Governador afirmou que "a dor de uma família não se consegue expressar"

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O governador Wilson Witzel (PSC) realizou uma coletiva, na tarde desta segunda-feira, na qual falou sobre a morte da menina Ágatha Félix, de oito anos, baleada dentro de uma Kombi no Complexo do Alemão. Ele afirmou ter determinando “vigor na investigação”, mas disse não haver motivos para "um fato isolado como esse modificar a política de segurança do Estado", considerando que o Estado reduziu os índices de homicídios em 2019. Apesar de não considerar mudanças na atuação e não reconhecer erros, lamentou a morte.

"A dor de uma família não se consegue expressar. Eu também sou pai e tenho uma filha de 9 anos. Não posso dizer que sei o tamanho da dor que os pais da menina estão sentindo. Jamais gostaria de passar por um momento como esse. Mas sei que jamais gostaria de passar por um momento como esse. Tem sido difícil ver a dor das famílias que tem seus entes queridos mortos pelo crime organizado. Eu presto minha solidariedade aos pais da menina Ágatha. Que Deus abençoe o anjo que nos deixou", disse o governador. 

De acordo Witzel, ele rezou durante todo o final de semana pela menina e reiterou que se solidariza com os familiares, que carregarão os desejos que a menina deixou. "Confio nas polícias, no Ministério Público e no Poder Judiciário. Eles vão fazer seu trabalho e os casos serão investigados e os culpados, punidos. Infelizmente, a Ágatha deixou sonhos e projetos. Mas vamos trabalhar para dar condições para que sua família possa realizá-los. A prova de que o Governo está investindo na inteligência e em equipamentos para as polícias é a redução dos índices de criminalidade e dos números de homicídios. A população está sentindo os resultados nas ruas", afirmou.

Também disse que o Complexo do Alemão "é uma região que não quer ser incomodada, mas eles agem sem qualquer sentimento pela vida alheia". "Provocam a polícia com arma de fogo, provocam as operações". "Narcoterroristas atuam nas comunidades e utilizam os seus moradores como escudo. Se esses bandidos não forem contidos, continuarão mantendo a barbárie.O triste acontecimento na Fazendinha, no Complexo do Alemão, se tornará um estudo de caso da Polícia Militar para que não ocorra novamente em nenhum local do Rio de Janeiro", disse.

Ele criticou a politização do ocorrido ao afirmar que é "indecente usar um caixão como palanque' e ainda informou que tem uma reunião marcada com o ministro da justiça Sergio Moro na próxima quarta-feira para debater a questão da segurança no estado.