Demanda externa aquece temporada de leilões
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Demanda externa aquece temporada de leilões

Consulta do Sindicato dos Leiloeiros registrou valorização de 15% na média dos preços

Por
Cíntia Marchi

Consulta feita com leiloeiros aponta que houve uma valorização de 15% na média dos preços na temporada

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A atual boa fase das exportações brasileiras de carne, o aumento de frigoríficos no país credenciados a exportar e a demanda aquecida por animais no Rio Grande do Sul e em outros Estados são apontados pelos leiloeiros e pecuaristas gaúchos como fatores que contribuíram para a alta na média de valores e liquidez nos remates de primavera, que se encerram no início de dezembro. Segundo o presidente do Sindicato dos Leiloeiros Rurais e Empresas de Leilão Rural do Estado (Sindiler), Enio Dias dos Santos, houve valorização de 15% na média dos preços na temporada, segundo consulta feita junto aos leiloeiros.

Marcelo Silva, diretor da Trajano Silva Remates, que registrou uma média de R$ 7,09 e R$ 7,20 o quilo do terneiro, entre o final de outubro e início de novembro, nos leilões de Uruguaiana e Lavras do Sul, acredita que muito desse resultado se deve à realidade das exportações de carne. “A pecuária de corte tem uma perspectiva muito boa pela frente”, avalia. O presidente da Conexão Delta G, Eduardo Eichenberg, compartilha a opinião. “Tivemos um reflexo dessa curva ascendente agora na primavera, mas devemos sentir os efeitos com mais força ano que vem”, ressalta.

Eichenberg acredita ainda que o sucesso dos leilões está ligado a maior exposição das raças no cenário nacional e o incremento de produtores que desejam formar plantéis a partir de exemplares com genética adaptada. Estes pontos também contribuem para o crescimento das vendas para fora do Rio Grande do Sul, ultrapassando os tradicionais mercados paranaense e paulista.

Segundo os leiloeiros e pecuaristas, diversas aquisições foram feitas por compradores do Centro-Oeste, Norte e Nordeste do país. “Estes mercados estão se abrindo e adquirindo nossa genética”, observa o presidente da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), Luciano Dornelles. Nos leilões chancelados pela ABHB, as médias nos machos fecharam em R$ 10,48 mil no Braford e R$ 9,27 mil no Hereford. Já, entre as fêmeas, a média ficou em R$ 5,1 mil no Braford e R$ 4,23 mil no Hereford.