capa



Abertura da Expodireto tem forte representação política e reivindicações

Vice-presidente Mourão recebeu pedidos de recursos para Moderfrota e manutenção de juros

Por
Correio do Povo

Setor rural busca garantias de apoio à produção gaúcha

publicidade

A Expodireto Cotrijal deu início à programação de sua 20ª edição, nesta segunda-feira, com forte representação política. O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, participou da solenidade de abertura ao lado do governador Eduardo Leite e da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Mourão e Tereza Cristina chegaram ao parque de manhã e permaneceram até o início da tarde. O presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, aproveitou a presença das autoridades para pedir a suplementação de recursos para o Moderfrota.

Recentemente, o governo federal anunciou o aporte de R$ 470 milhões para o programa, que é a principal linha de financiamento para a aquisição de máquinas agrícolas. A indústria do setor pede a realocação de R$ 3 bilhões. Os representantes do governo federal afirmaram que o pedido será estudado. O temor é de que faltem recursos para as próximas feiras agropecuárias do país.

Mânica também aproveitou para dar um recado relacionado à perspectiva de mudanças para o Plano Safra. “Temos que ficar atentos para que não haja mudança no indexador da taxa de juros, porque o agro não suporta investimento a médio e longo prazo com taxas variáveis”, observou.

Em meio a forte esquema de segurança, Mourão dedicou dois minutos a responder perguntas da imprensa. Questionado sobre a preocupação do agronegócio com a possível transferência da embaixada do Brasil em Israel, disse que o presidente Jair Bolsonaro está aguardando para tomar uma decisão. “Não tem nada decidido ainda”, reiterou. Mourão destacou que cabe ao governo apoiar o setor agrícola em quatro pilares: desburocratização, logística, facilitação de crédito e apoio à tecnologia. Afirmou, ainda, que a Embrapa precisa “voltar a apoiar os homens e mulheres do campo”. O vice-presidente lembrou que boa parte das 5 milhões de propriedades rurais do Brasil não têm acesso a tecnologia e pesquisa.