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Intenções de compras de máquinas crescem 12% em relação à Expodireto 2018

Segmento de irrigação obteve um resultado 17% maior em 2019

Por
Cintia Marchi

Somente no segmento de máquinas para grãos o crescimento de 13% dobrou em relação ao evento passado

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A Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq estimou nesta sexta-feira em 12% o aumento médio das intenções de compras de máquinas e equipamentos na 20ª Expodireto Cotrijal, após levantamento junto às suas associadas. O resultado superou os 10% estimados inicialmente e é três vezes maior do que a média registrada na feira. Somente no segmento de máquinas para grãos o crescimento de 13% dobrou em relação ao evento passado. O segmento de irrigação obteve um resultado 17% maior nesta feira, enquanto que o de armazenagem alcançou 8% acima do evento anterior.

De acordo com o presidente da câmara setorial Pedro Estevão Bastos, os números desta feira são muito expressivos. “Mais uma vez, a feira deu oportunidade de demonstrar aos visitantes todos os produtos e fechar muitos negócios”.

Bastos diz que todos os tipos de máquinas para lavouras de soja, como plantadeiras, colheitadeiras e pulverizadores, além de tratores, tiveram boa saída. Sobre o desempenho do segmento de irrigação, acredita que deve-se ao despertar dos produtores para as vantagens de investimentos deste tipo, como a redução de riscos de perdas nas lavouras e elevação da produtividade. “Dois segmentos têm muito potencial para crescer que são a irrigação e a armazenagem”, observa.

A preocupação, segundo o dirigente, gira em torno da escassez de recursos na linha de crédito do Moderfrota, que conta com taxas de juros subsidiadas pelo Plano Safra. Bastos acredita que o volume ainda disponível acabará na primeira quinzena de abril, já que nos próximos 15 a 30 dias haverá o desembolso efetivo do dinheiro com o fechamento de negócios previamente encaminhados na Expodireto.

A Abimaq solicitou em janeiro ao governo federal um aporte de mais R$ 3 bilhões para o Moderfrota ainda dentro deste ano-safra, que se encerra em junho, mas foram liberados R$ 470 milhões em fevereiro.

Já o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) movimentou R$ 135 milhões em crédito nos cinco dias da feira. O montante superou em 25% a demanda da edição anterior, que foi de R$ 108 milhões. As linhas mais solicitadas foram projetos de armazenagem (59%), obras e instalações (18%), máquinas e equipamentos (9%), irrigação (6%) e outros (8%).

Também se observou nesta feira, no âmbito do Programa BRDE - Produção e Consumo Sustentáveis, maior número de consultas sobre investimentos como em geração de energia fotovoltaica e uso de biodigestores.