Churrascos, fora dos pavilhões, fazem parte da Expointer
capa

Churrascos, fora dos pavilhões, fazem parte da Expointer

Para prevenir incêndios, Corpo de Bombeiros mantém orientação de assar longe do feno e animais

Por
Nicolas Chidem / Especial

Independente do local onde é feito, churrasco faz parte da história da Expointer

publicidade

Na edição do ano passado da Expointer, os tradicionais churrascos dentro dos pavilhões foram contraindicados pelos bombeiros. Isso se repetiu esse ano e dividiu os assadores.

Cristian Veiga tem 29 anos e frequenta a Expointer há mais de 20. Ele diz que o churrasco é uma das principais tradições do Estado e da feira. “Uma vez eu fui em uma fora do Rio Grande do Sul e não tinha churrasco. É completamente diferente, fica sem graça.”

Fernando Rigol, do Núcleo Gaúcho de Criadores de Gir Leiteiro e Girolando (NGCGLG), veio de Alegrete com os colegas para Esteio e define o churrasco como um momento de confraternização fundamental. Ele concorda com a orientação de não se fazer fogo do lado de dentro dos pavilhões, principalmente por causa do risco de incêndio e a irritação aos animais.

Já para Cristian, a indicação dos bombeiros foi exagerada. “Se faz fogo perto do gado desde o começo e nunca aconteceu nada, é muito mais prático pra nós fazer do lado de dentro.”

O motivo da instrução, segundo os Bombeiros, é que a proximidade do fogo com o feno poderia causar um incêndio. José Arthur, subsecretário do parque, reforça que “uma Expointer sem churrasco é inimaginável”, mas concorda com a orientação de que a carne seja assada do lado de fora, para evitar possíveis acidentes.