Pavilhão da Agricultura Familiar destaca agroindústrias de outros estados

Pavilhão da Agricultura Familiar destaca agroindústrias de outros estados

Minas Gerais, Amapá e Rio de Janeiro se fazem presente meio às agroindústrias gaúchas

Patrícia Feiten

Movimento no Pavilhão da Agricultura Familiar

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Quem circula pelos corredores do Pavilhão da Agricultura Familiar na 44ª Expointer encontra exemplos de uma culinária variada, com sabores e sotaques de outras regiões do país. Entre os 228 expositores presentes nesta edição do evento, há nove agroindústrias de Minas Gerais, três do Amapá e uma do Rio de Janeiro. Para os empreendedores, mais do que vendas, a feira vem proporcionando visibilidade aos produtos.

Segundo o vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Eugênio Edevino Zanetti, a participação dos expositores valoriza o pavilhão. “É importante mostrar a diversidade da agricultura familiar e as experiências dos outros estados. O pessoal acaba gostando e este ano a gente conta com produtos que não encontramos por aqui”, destacou.

Proprietário da agroindústria Sabarabuçu, de Sabará, Geilson Dantas expõe no evento 24 variedades de molhos, geleias e licores à base de jabuticaba – o município mineiro é conhecido como a “terra” da fruta. A empresa estreou na Expointer em 2018 e, com a boa resposta do público, começou a oferecer os itens em pontos de venda de várias cidades gaúchas. “A gente começou fazendo os produtos no apartamento. Hoje, beneficiamos 30 toneladas de jabuticaba por ano”, disse Dantas. Satisfeito com o resultado da feira, ele só lamenta que neste ano os visitantes do estande não puderam experimentar os produtos. A degustação de alimentos foi proibida pelos organizadores da Expointer devido à pandemia.

O presidente da Bio+Açaí, Edilson Rocha, contou que veio pela segunda vez à feira em busca de um representante comercial para expandir sua marca no Rio Grande do Sul – e conseguiu. Com sede em Macapá, no Amapá, a cooperativa produz polpa de açaí orgânico e sorvete de açaí. “Trouxemos 1.000 quilos (de produtos). O que a gente não vender nosso representante vai ficar vendendo aqui”, disse Rocha, que tem como principais mercados os estados de São Paulo e Santa Catarina e também exporta parte da produção para o México.

Representante do Rio de Janeiro no pavilhão, a recém-criada Cooperativa dos Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais (Coopafer), do município de Sumidouro, veio para a feira com um estoque de ketchup de morango, molho de goiaba e mostarda de maracujá, além de goiabada cascão. “A receptividade dos gaúchos está sendo muito boa”, afirmou o presidente da cooperativa, Marco Antonio da Silveira. Apesar do ritmo lento das vendas, ele comemora a oportunidade de tornar os produtos conhecidos. “Vamos utilizar essas imagens que estamos gerando aqui para motivar nossos agricultores a produzir mais. Conseguimos trazer o governador (do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, ao estande) para levar a nossa goiabada cascão”, disse.


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