Rural

MPRS e PGE ajuízam ação contra fabricante do 2,4-D

Herbicida usado em lavouras de soja prejudica cultivos próximos quando levado pelo vento

Problema de deriva ocorre pela má aplicação do químico
Problema de deriva ocorre pela má aplicação do químico Foto : FERNANDO DIAS/SEAPDR/DIVULGAÇÃO/CP MEMÓRIA

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) ajuizaram nesta segunda-feira uma ação civil pública de responsabilidade contra a Adama Brasil pelos danos provocados pelo herbicida 2,4-D, que é usado em lavouras de soja e pode prejudicar outras culturas, sobretudo frutíferas, quando levado a elas pelo vento. No intrumento processual, pede-se a condenação da empresa ao pagamento de indenização pelo risco da atividade desenvolvida por danos patrimoniais e extrapatrimoniais em valor não inferior a R$ 21,77 milhões, a ser revertida ao Fundo para a Reconstituição de Bens Lesados, gerido pelo MPRS.

Os promotores que assinam a ação alegam que mesmo que a empresa tenha autorização para a comercialização, o 2,4-D pode causar danos. Lembra, ainda, que outras fabricantes firmaram acordos para reparar danos causados pelo herbicida no Estado. A Adama foi a única empresa produtora do agrotóxico que não aderiu ao acordo com o MPRS com relação ao tema, nem mesmo compareceu, na época, às audiências para as quais foi notificada.

O MPRS investiga, desde janeiro de 2019, os impactos do 2,4-D.