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Reivindicações do setor produtivo marcam a abertura oficial da 42ª Expoleite

Feira segue até domingo com atrações tanto para produtores rurais quanto para o público urbano

Por
Danton Júnior

Presidente da Gadolando, Marcos Tang, afirmou que ainda há expectativa de obter mais recursos

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As reivindicações do setor produtivo marcaram a abertura oficial da 42ª Expoleite e 15ª Fenasul, ocorrida na manhã de hoje, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A feira segue até domingo e conta com atrações tanto para produtores rurais quanto para o público urbano. Além de 110 exemplares de gado Holandês e do concurso leiteiro, a exposição terá eventos relacionados aos cavalos Crioulo e Árabe, ovinos e aves de raças puras e ornamentais. No Pavilhão Internacional, ocorre a Multifeira de Esteio, com 100 expositores. 

A feira conta com patrocínio do Banrisul, BRDE e Badesul, porém o volume de recursos - cerca de R$ 100 mil - é "limitado", segundo o presidente da Gadolando, Marcos Tang, o que restringiu a participação de outras entidades, como a Fetag. No entanto, o dirigente afirma que ainda há expectativa de obter mais recursos. Por outro lado, Tang destacou a união das associações que apoiam o evento e a participação da raça Holandês, com mais de 100 animais. "Quem conhece o setor sabe que isso não é fácil. Vejo que o produtor atendeu nosso apelo e muitas entidades estão se juntando e diversificando a feira", resumiu. 

Problemas decorrentes da importação de leite também foram lembrados. O presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul, Francisco Schardong, destacou que coincidentemente ocorrem nesta semana feiras dedicadas a culturas que também estão em crise: a Expoarroz, em Pelotas, e a Fenatrigo, em Cruz Alta. "O Mercosul tem judiado estas três cadeias, principalmente o leite", lamentou o dirigente, referindo-se à entrada de leite de outros países no Rio Grande do Sul. O secretário da Agricultura, Covatti Filho, informou que as "assimetrias do Mercosul" devem ser discutidas durante a Expointer deste ano. A intenção é convidar representantes dos demais países que compõem o bloco para debater questões que envolvem, por exemplo, a importação de leite do Uruguai e de arroz do Paraguai. 

Remuneração

A questão da sanidade animal irá pautar os eventos técnicos ao longo da programação, com destaque para discussão sobre brucelose e tuberculose, num momento em que a indústria mostra-se cada vez mais exigente com relação a sua matéria-prima. "Tudo isso visa a qualidade e o conforto animal, com uma visão futura de abertura de mercados", resumiu o presidente da Gadolando, Marcos Tang. Um fato lamentado pelo dirigente é a saída de muitos agricultores familiares da atividade leiteira, embora a produção gaúcha tenha se mantido. "O produtor investiu para produzir um leite de qualidade, mas ele tem que ser remunerado para isso, ou no mínimo ter linhas de crédito bem especiais", reivindicou.