Vacinação contra a febre aftosa está suspensa no Rio Grande do Sul
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Vacinação contra a febre aftosa está suspensa no Rio Grande do Sul

Medida do Ministério da Agricultura proíbe o procedimento em território gaúcho e em mais quatro estados que pleiteiam evolução para o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação

Por
Nereida Vergara

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A partir desta sexta-feira, 1º de maio, está proibida a manutenção, comercialização e uso de vacinas contra a febre aftosa no Rio Grande do Sul e nos estados que compõem o Bloco 1 do Plano Estratégico 2017/2029 do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (Acre, Rondônia e parte do Amazonas e Mato Grosso). A determinação faz parte da Instrução Normativa 36 do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), publicada hoje no Diário Oficial da União (DOU). Como medida adicional da retirada da vacinação nestes locais, o Mapa também publicou a Instrução Normativa nº 23, com regras para restrição e controle do ingresso de animais vacinados contra a febre aftosa nas regiões abrangidas pela nova instrução. 

Para o Rio Grande do Sul, que realizou entre 16 de março e 24 de abril sua última campanha de imunização do rebanho bovino e bubalino de quase 12 milhões de cabeças, a medida do Mapa representa mais um passo em direção a evolução de status sanitário do Estado, para que seja declarado zona livre de febre aftosa sem vacinação. A candidatura gaúcha deve ser apresentada em maio pelo ministério à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O Estado tem ainda que atender outras medidas exigidas pelo Mapa para a retirada definitiva da vacinação contra a febre aftosa, entre elas a contratação de 150 servidores de apoio à fiscalização e compra de veículos que proporcionem estrutura ao trabalho.