Venda da safra do tabaco gera insatisfação

Venda da safra do tabaco gera insatisfação

Produtores reclamam de preços rebaixados durante maior parte da comercialização

Otto Tesche

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Os produtores vêm demonstrando insatisfação com a comercialização do tabaco. A principal reclamação está relacionada à mudança dos critérios de classificação das empresas compradoras, que, segundo os agricultores, foram muito rígidas nos primeiros meses do ano, época da venda da maior parte da colheita, e elevaram os preços agora, na reta final, quando há poucos estoques à disposição.
Em recente nota conjunta, a Afubra e as Federações da Agricultura e dos Trabalhadores na Agricultura dos três estados do Sul ressaltaram que de forma alguma são contra a boa remuneração do produtor, mas lembraram que os critérios usados até que a comercialização chegasse a 80% do total deixaram consideráveis prejuízos financeiros a quem teve de vender sua safra naquele período. Por isso, passaram a reivindicar uma bonificação financeira aos produtores que fizeram a comercialização nos primeiros meses do ano.
Procuradas para se manifestar sobre a reivindicação dos produtores rurais, apenas três empresas deram retorno. A Philip Morris Brasil informou por nota que os contratos firmados entre a indústria e os produtores de tabaco são cumpridos em sua integralidade e em linha com os termos previstos pela Lei da Integração. “Os volumes são adquiridos de acordo com o que foi contratado e planejado em conjunto, no início da safra, bem como suas revisões, com o apoio de orientadores técnicos”, ressaltou.
A Japan Tobacco International (JTI) disse que busca sempre manter a consistência em sua política de compra e tem praticado preços competitivos no mercado ao longo dos últimos anos. A Alliance One Brasil preferiu não se manifestar, alegando que não houve citação específica da empresa.


Correio do Povo
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