A câmera de alta resolução captura rostos, placas, movimentos. Mas não capta intenção. Não há drone que identifique caráter, nem banco de dados que catalogue alma e valores morais. Nenhum algoritmo vigia pensamentos. Violência não nasce no pixel, mas no sujeito, no impulso, no descontrole, nas intolerâncias e exclusões, nas rachaduras invisíveis que máquina nenhuma lê. Que os gestores públicos lembrem disso e apostem em Educação para prevenir crimes e violências. E valorizem seus policiais, para o tanto que, ainda assim, não se evitará.