Acrobacias nas “ondas” do Guaíba
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Acrobacias nas “ondas” do Guaíba

Espaço na Ilha Grande dos Marinheiros virou ponto de encontro para praticantes de esportes aquáticos

Por
Felipe Samuel

Ilha Grande dos Marinheiros virou ponto de encontro para esportes

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Acostumados a pegar a estrada em busca de ondas no Litoral, amantes do surfe e de modalidades aquáticas descobriram uma opção em Porto Alegre: o Guaíba. Há dois anos, um espaço localizado na Ilha Grande dos Marinheiros, conhecido Canal Grande Furado, na Capital, é ponto de encontro para os praticantes de wakeboard, wakesurf, slalon, entre outras atividades.

Dali, os praticantes das diversas modalidades saem puxados por uma corda amarrada em uma lancha. Para superar a ausência de ondas naturais, os surfistas aproveitam as marolas formadas pela embarcação para realizar manobras acrobáticas. Com as altas temperaturas do verão, o lugar se tornou referência para iniciantes e profissionais que desejam praticar atividades na água e buscam contato com a natureza.

Apaixonado por surfe, o técnico em refrigeração Jean Zoli da Silva, de 31 anos, aderiu à prática do wakesurf há dois anos. “Como não temos disponibilidade de sempre ir à praia, a gente começou a frequentar a ilha. Descobrimos que tinha esse paraíso, começamos a frequentar e nunca mais paramos", ressaltou.

O entusiasmo pela modalidade levou a esposa Bruna e o filho Kelvin a participarem das aulas com os instrutores. “Ele tem três anos e já começou a praticar comigo há um ano. A minha esposa também”, destacou.

Adaptado às águas do Guaíba, o garoto acompanhou o pai durante uma apresentação e mostrou desenvoltura na prancha. À vontade no equipamento e vestindo um colete salva-vidas, Kelvin comemorou as manobras. “Ele entra e não quer mais sair da água. Quer arranjar bronca com ele é tirar da água”, diverte-se.

Proprietário do Wakepoint, o empresário Daniel Mueller explica que a ideia do local é permitir que a população possa usufruir do Guaíba e da natureza que cerca a região. Mueller, que também é instrutor, garante que todas as pessoas podem praticar as diversas modalidades. “Não precisa ser atleta”, observa. Ele ressalta que muitas crianças escolhem fazer aulas de wakeboard e wakesurfe. Sócio e instrutor do Wakepoint, Heiner Hofmann, 22, pratica wakeboard há quatro anos. No ano passado, sagrou-se campeão brasileiro de wakeboard barco na categoria adulto.