Calor reduz movimento nos parques de Porto Alegre

Calor reduz movimento nos parques de Porto Alegre

Embora o tempo estivesse nublado, o calor era forte, com temperatura em torno de 38 graus

Taís Teixeira

Parques de Porto Alegre tiveram pouco movimento neste domingo

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O domingo, que amanheceu quente e abafado, reduziu o movimento nos parques de Porto Alegre. Embora o tempo estivesse nublado, o calor era forte, com temperatura em torno de 38 graus. No tradicional Parque da Redenção, no bairro Bonfim, poucas pessoas estavam no local.

Algumas passeavam com seus cães, poucas faziam atividades físicas, como caminhadas e pedaladas, devido ao intenso calor. Por volta das 10h, a administradora Carolina Pretto passeava com seus dois cães. “Costumo vir de manhã e achei bem vazio”, relatou. Um dos cães, aproveitou e se molhou no chafariz da Redenção.

Se engana quem pensa que em dias de alto calor, o consumo de produtos para amenizar o tempo quente aumenta. A vendedora de água Ariane Rodrigues vendeu as primeiras duas garrafas de água às 11h. “Ninguém sai com esse calor”, explicou.

Ela disse que vende em média 40 garrafas um dia de movimento bom. “Quando tem sol e um ventinho, mas não em um calor como esse que tem feito”, salientou, dizendo que no sábado não vendeu nada.

A vendedora de sorvetes Rosângela Moura Garcia da Luz, disse que até as 11h, as vendas tinham sido melhores do que no sábado. Mesmo assim, reforçou que em dias de calor extremo, a procura pelo produto diminui. “O parque fica vazio e não vendemos”, comentou.

Na orla do Gasômetro, a situação não era muito diferente. Poucas pessoas estavam correndo, pedalando e andando de skate. O público usava short e regata, alguns homens sem camisa e mulheres de top. Algumas pessoas levavam cadeiras e usavam chapéu, como se estivessem em uma praia. No viaduto dos Açorianos, também tinha pouco movimento de pessoas.

Altas temperaturas já causam atendimentos na rede de saúde

O calor excessivo tem levado pessoas a buscarem atendimento na rede de saúde. O coordenador de Enfermagem e gerente interino da UPA Moacyr Scliar, Allant Silva Klein, contou que, nesta semana, os profissionais contaram que têm feito em torno cinco atendimentos diários causados por problemas relacionados ao calor. “Os maiores são mal estar e hipotensão”, mencionou, destacando que houve um caso de desidratação.

O gerente de internação do Hospital Nossa Senhora da Conceição, David Ricardo Carvalho Kerber, disse que ainda não houve aumento de procura por este motivo, mas enfatiza que teve casos de internação nas enfermarias por causa do calor. “Até agora, sem casos graves”, destacou.

O gestor explicou que as internações foram ocasionadas pela dificuldade do corpo se resfriar adequadamente em um ambiente de excessivo calor. “Exercício físico intenso em ambientes muito quentes e úmidos também pode ser uma causa”, acrescentou.

Ele chama a atenção para sintomas que, se ficarem acentuados, podem levar a desfechos graves, acometendo diversos órgãos e sistemas do corpo, se não identificado e manejado adequadamente. “Pele quente e sudorese, cansaço, fraqueza, indisposição, taquicardia, pode dar sonolência e até coma”, ressaltou.

Para evitar passar mal a ponto de precisar de ajuda médica, Kerber orienta as pessoas a manter a hidratação, retirar excesso de roupas, resfriar o corpo na sombra, borrifar água fria e optar por locais arejados e/ou climatizados.



Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895