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Camelô senegalês diz que vendas estão fracas no Litoral gaúcho

Mamour Faln reveza-se entre Porto Alegre e Balneário de Mariluz para vender seus produtos

Por
Chico Izidro

Senegalês Mamour Faln trabalha como camelô em Porto Alegre e o Balneário de Mariluz

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O senegalês Mamour Faln garante não ter uma vida fácil no Brasil, aonde está há quatro anos. Trabalhando como camelô, ele tenta juntar dinheiro para voltar a seu país na África. Ele tem se revezado entre Porto Alegre e o Balneário de Mariluz para vender seus produtos, que vão de aparelhos eletrônicos, a roupas e outros acessórios. 

No entanto, o camelô de 34 anos diz que neste ano as vendas foram fracas no veraneio. “As vendas estão fracas, as pessoas não estão comprando. Eu sei que é a crise no país de vocês”, lamentou. “Só que precisamos vender para sobreviver. Aí temos de usar de inteligência para atrair os clientes”, destacou.

 “Estou há três meses aqui na praia”, falou, timidamente. “Mas agora acaba o verão e retorno para Porto Alegre”, relatou Mamour, que garante sentir muita saudade de casa – ele é de Dakar, capital do Senegal. “Me sinto triste. E um dia pretendo voltar para casa, só que não tenho ideia de quando conseguirei fazer isso”, contou o africano, que veio sozinho para o Brasil em busca de oportunidades, por causa da grave situação em sua terra natal.

“Acho o Brasil um país mais ou menos. O triste é sofrer preconceito, e isso acontece muito. E muitas vezes não temos a quem recorrer para pedir ajuda”, contou Mamour. “Este tipo de ataque é muito triste para nós”, completou o senegalês, que se distrai com o seu celular, que não solta um minuto sequer. “A vida de um senegalês no Brasil é dura”, completou.