Castelinho abriga grande acervo de documentos e objetos que contam a história de Imbé

Castelinho abriga grande acervo de documentos e objetos que contam a história de Imbé

Local também sedia a escola de música Guacyra Ramos Kramer

Chico Izidro

Castelinho é uma antiga casa construída nos anos 1950 em pedra grés

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Há cerca de dois anos, a Prefeitura de Imbé adquiriu o Castelinho, uma antiga casa construída nos anos 1950 em pedra grés, e transformado agora na Casa de Cultura e Museu Municipal de Imbé, localizado na avenida Nilza Costa Godoy, esquina com a avenida Garibaldi. O local, que pertencia a uma família de São Borja desde o seu erguimento, reproduz em seus vários ambientes um castelo medieval. O município pagou R$ 700 mil pelo imóvel e fez alguns investimentos de melhoria e manutenção. E desde dezembro está abrigando um grande acervo de documentos e objetos que contam a história do município litorâneo, além de sediar ainda a escola de música Guacyra Ramos Kramer para os estudantes da cidade.

No local também funciona um espaço voltado para a educação ambiental, através do Projeto Nossa Onda é Preservar, coordenado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Pesca, Proteção Animal e Agricultura, em parceria com a Ufrgs e Patrulha Ambiental da Brigada Militar.  

A diretora do museu, Fátima Berro, relata que o local tem recebido muitas visitas desde que começou a funcionar. “São cerca de 30 a 40 visitas diárias. E todas as pessoas dizem que saem daqui encantadas. E elas me dizem que o sonho delas era conhecer a parte interna do Castelinho”, disse. “E os visitantes podem conhecer telefones antigos, aqueles onde a pessoa tinha de pedir a ligação para a telefonista, segurava o fone numa orelha e falava pelo bocal, discos, equipamentos e instrumentos musicais”, enumera.

Um dos grandes xodós do local é a escola de música, que atende de forma gratuita, 204 estudantes de toda a rede escolar do município. “Não temos mais alunos em função do número de instrumentos, que ainda é reduzido”, conta. Fátima lembra ainda que os pais dizem para ela e os professores: “quem era o meu filho antes de começar a estudar música? Hoje é um outro menino, transformado”. A escola de música fez ainda Imbé ser reconhecido em todo o litoral norte pela sua forte cultura. “No ano passado fizemos 89 apresentações do Natal Luz em várias cidades”, recorda. A Casa de Cultura fica aberta para visitas de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30min às 17h30min, respeitando os protocolos de prevenção a Covid-19 e sem aglomerações.

 


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