Esculturas símbolos de Tramandaí necessitam de manutenção

Esculturas símbolos de Tramandaí necessitam de manutenção

Apesar de ser um ponto que atrai turistas, o local acumula lixos e outros dejetos

Chico Izidro

Autor da obra diz que a escultura é um cartão postal de Tramandaí

publicidade

Bem no coração de Tramandaí, na Praça Leonel Pereira, está uma obra que atrai os olhares das pessoas que visitam a cidade, uma escultura de uma tainha-rainha, de 6,5m de altura – o peixe é o símbolo do balneário do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, e foi uma obra construída pelo arquiteto Beto Souza e o artista Mário Savedra em 2010. Porém, o local encontra-se, reclama o autor do trabalho, abandonado. “A obra é a representação da cidade, mas está faltando conservação”, observa Beto. 

Ele disse que a escultura é um cartão postal de Tramandaí e merecia ser melhor cuidada. O chafariz e o espelho d’água que circundam o peixe encontram-se repleto de lixo, como garrafas plásticas vazias, sacos de lixo, papel e outros dejetos. “Levamos quatro meses para construir a escultura, feita em concreto armado. A inspiração foi o espanhol Antoni Gaudí (1852-1926)”, detalhou Beto. “Ela precisa ser repintada e o lixo retirado, com mais frequência”, solicitou.

A escultura atrai quem passa pela praça, que fica a poucos metros da ponte que separa Tramandaí de Imbé. As crianças são as que mais ficam fascinadas com o enorme peixe, e pedem para os pais tirarem fotos. Mas os adultos também não resistem. Como foi o caso da veranista Silvana de Lima Peres, de Gravataí, que fez questão de parar, observar o trabalho e depois pedir para um amigo fotografá-la. “É a primeira vez que venho aqui, e vi esta escultura, achei lindo. E tinha de fazer uma foto como recordação. Estou realmente encantada”, elogiou.

Mas esta escultura gigante de uma tainha-rainha não é a única feita por Beto e Mário. Existe outra, de 7m, que está mais escondida do público. Ela fica localizada no pátio do Centro de Eventos de Tramandaí, erguida em 2009. 

Foto: Alina Souza

O local tem como pano de fundo a Lagoa do Armazém, criando um visual perfeito para se relaxar. “Essa outra escultura, um ano mais velha, é mais vista quando ocorrem a Festa do Peixe, em junho, e o Maremoto, o encontro de motociclistas, em maio. Os eventos costumam reunir mais de cinco mil pessoas, e todos podem admirar o nosso trabalho. Pena que neste ano, por causa da pandemia, as festas não deverão ocorrer”, lamentou.


publicidade

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895