Geoparque busca reconhecimento mundial da Unesco em roteiro que une litoral e serra
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Geoparque busca reconhecimento mundial da Unesco em roteiro que une litoral e serra

Comitiva internacional deverá estar avaliando o conjunto formado em municípios do Litoral Norte gaúcho e extremo sul de Santa Catarina

Por
Gabriel Guedes

Morros de Torres, como a do Parque da Guarita, são uma das atrações do Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul

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No canto sul da Praia Grande, em Torres, no antigo Bar Abrigo, o visitante vai se deparar com o Paradouro Geoparque. O local, que funciona diariamente das 8h às 20h até o dia 23 de março, oferece algumas atrações como apresentações artísticas oficinas de educação ambiental, recreação infantil e saúde. Entretanto, é nele que também se conhece mais sobre o audacioso projeto do geoparque. Uma iniciativa que busca reconhecimento da Unesco - a agência da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura -, para particularidades da região, que tem uma grande diversidade de sítios geológicos, ecossistemas e patrimônio cultural em uma área de 2,8 mil quilômetros quadrados, que abrange três municípios gaúchos e mais quatro vizinhos catarinenses.

Até o final deste semestre, comitiva da instituição estará visitando a região situada entre o Litoral Norte gaúcho, Campos de Cima da Serra e o sul catarinense. Neste ano, a Unesco deve avaliar a chancela a 14 projetos de geoparque no mundo todo e para isso, segundo o presidente do Consórcio Intermunicipal Caminhos dos Cânions do Sul e prefeito de Cambará do Sul, Schamberlaen Silvestre, foram cumpridas uma série de exigências que demonstrem práticas de desenvolvimento sustentável e a valorização do patrimônio natural e cultural. “Você demarca um território com uma riqueza geológica imensa. São municípios essencialmente turísticos, que agora serão conhecidos internacionalmente”, acredita Silvestre.

Atrações como as pedras na beira-mar e o Parque Estadual de Itapeva, em Torres, e os cânions do Itaimbezinho e do Fortaleza, que ficam no limite entre os municípios de Cambará do Sul com os catarinenses Praia Grande e Jacinto Machado, integram o geoparque. Mas há atrações nas outras localidades, em Mampituba, Timbé do Sul e Morro Grande que também compõem o roteiro. “Além de todo este processo, estamos passando pela concessão dos parques nacionais (dos Aparados e da Serra Geral). Já foram feitas as audiências públicas. O conjunto, com a qualificação dos parques nacionais e a certificação do georoteiro, será muito promissor”, aposta.

O turista que optar por conhecer o geoparque, terá pela frente um roteiro de 13 dias, que inicia na praia, sobe a Serra e termina nas encostas escarpadas do extremo sul de Santa Catarina. Para o secretário de Turismo de Torres, Fernando Nery, o geoparque tem o poder de elevar o tíquete por turista - o quanto cada visitante gasta durante a estadia na cidade. “É um projeto que coloca o meio ambiente e a sustentabilidade como forma de obtenção de recursos financeiros. Uma equipe técnica vem trabalhando há tempos na formação do roteiro, que vai mostrar mostrar e preservar o que temos aqui para a humanidade”, conclui.