Pandemia da Covid-19 muda hábitos noturnos de veranistas no Litoral Norte

Pandemia da Covid-19 muda hábitos noturnos de veranistas no Litoral Norte

Poucas pessoas saem às ruas durante a semana após às 22h

Chico Izidro

Em Capão da Canoa, há movimentação intensa na Avenida Central, com alguns bares, quiosques e restaurantes funcionando

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A pandemia do novo coronavírus mudou o hábito de muitos veranistas em relação a sair para as ruas do Litoral Norte à noite de segunda a sexta-feira. Em Tramandaí, Imbé e Mariluz simplesmente não se encontram pessoas circulando depois das 22h em dias de semana. A maioria dos bares e restaurantes estão fechados, e os que mantêm as portas abertas, quase não conseguem clientes. Em Capão da Canoa, há certo movimento na avenida Central.

Em Mariluz, um pequeno bar oferecia futebol ao vivo na TV e mesas de bilhar. Porém Ton, o proprietário, disse que os veranistas simplesmente não querem sair da segurança de suas casas e evitam os locais onde acreditam, podem ocorrer aglomerações.

“Durante o dia, a gente até vê as pessoas circularem, mas anoitece, e elas somem. No máximo, alguém se arrisca, vem aqui, compra alguma coisa rapidamente e se tranca atrás da porta”, afirma o comerciante, cujo estabelecimento segue as normas determinadas, com mesas afastadas uma das outras, a obrigatoriedade do uso da máscara e do álcool gel.

Em Tramandaí, além da noite fria e com muito vento, o medo de contaminação do Covid-19 apresentou uma cena diferente dos outros anos. Bastava caminhar pelo calçadão à beira-mar e simplesmente não encontrar nenhuma pessoa.

Em temporadas habituais, as pessoas costumavam passear pelo local ao lado de familiares, amigos, tomando um chimarrão. Nesta semana, parecia mais um daqueles filmes apocalípticos, onde todos sumiram.

Já em Capão da Canoa havia movimentação na Avenida Central, com alguns bares e restaurantes funcionando, mas atendendo um número limitado de clientes e usando a música ao vivo para atrair os veranistas, que sentavam em mesas afastadas umas das outras.

“No meio de semana, a cidade fica tranquila”, disse a veranista Stephany Pacheco, que está no litoral desde o final do ano passado. “Mas chega sexta-feira, sábado, isso aqui fica o maior tumulto, com muita gente fazendo festa e se aglomerando. A Brigada Militar costuma chegar e por volta da meia-noite, dispersar todo mundo”, testemunhou.

Ela disse que prefere o local mais calmo, onde pode sentar distante de outras pessoas, apenas com o namorado e alguns amigos. “A gente escolhe a mesa mais distante das outras”, afirmou.

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