Projeto disponibiliza geladeiras literárias em Capão da Canoa
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Projeto disponibiliza geladeiras literárias em Capão da Canoa

Livros estão localizados em cinco pontos diferentes do Balneário

Por
Chico Izidro

Iniciativa foi colocada em prática a partir de abril de 2018

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Quem caminha por Capão da Canoa e gosta de ler tem uma proposta inusitada: as geladeiras literárias. Ou seja, eletrodomésticos de cozinha antigos e inutilizados que guardam livros em seus interiores. São cinco geladeiras localizadas no balneário: uma na Casa de Cultura de Capão da Canoa, uma na Praça do Farol, outra no Shopping local, mais outra na Praça Flávio Boianovski e mais uma no Centro de Atenção Psicosocial.

Conforme a coordenadora da Casa do Artista Caponense, Eliana Motta, o projeto foi idealizado pelo escritor Sérgio Stangler e colocado em prática a partir de abril de 2018. “É um grande incentivo à leitura”, disse Eliana. Ela falou ainda que tem contado com o apoio dos veranistas, tanto para utilizar as geladeiras, quanto conservar as estruturas. Eliana recorda de um fato que considera curioso. “O primeiro a se interessar e abrir uma geladeira literária foi um morador de rua, que foi lá e pegou um livro de ensino e passou a tarde pesquisando”, vibrou.

A moradora de Capão da Canoa, Gina Furtado, comerciante, é uma das pessoas que aproveita os livros da geladeira. “Acho muito legal este serviço. A pessoa que não pode comprar, vem aqui e pega um livro. Já faz parte da cultura da cidade”, comemorou. “E costumo pegar livros, mas também já doei vários. Às vezes, o livro está lá em casa, largado. Aí eu trago e ponho na geladeira para que outra pessoa possa usufruir”, garantiu ela, que mora no Balneário há 10 anos.

A carioca Inês Guedes, que reside em Capão da Canoa há 11 anos, também é uma que usa muito os livros da geladeira. “Esta ideia é um espetáculo. Com os preços dos livros hoje em dia, nem todo mundo pode comprar. Aí vem aqui e pega um emprestado. Em outros casos pega um e deixa outro. Formidável”, elogiou.

Cândida Freitas e o ex-marido Sandro Freitas, ambos de Uruguaiana, aproveitaram a iniciativa. “Fomos passear e nos deparamos com estas geladeiras cheias de livros. Abri e já peguei um para ler”, contou Cândida. “Também curti a ideia e como pai de três adolescentes peguei um livro que fala sobre esta faixa etária”, revelou Freitas. “O que me deixou admirada foi a conservação das geladeiras. Estão bem cuidadas, pintadas e com uma grande variedade de livros”, finalizou Cândida.