Travessia do Litoral Norte desafia milhares de atletas
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Travessia do Litoral Norte desafia milhares de atletas

Corredores percorreram pouco mais de 80 km de orla neste sábado

Por
Gabriel Guedes

Corredores percorreram pouco mais de 80 km de orla neste sábado


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A tradicional Travessia Torres-Tramandaí (TTT) ocorreu pela 16ª vez no último sábado e levou cerca de 3 mil atletas de corrida a percorrerem 82 quilômetros da orla do Litoral Norte em uma prova desafiadora, que iniciou ainda no final da madrugada do dia 25. Teve quem preferiu dividir o trecho com colegas de time, por meio de revezamento. Outros, mais corajosos e melhor preparados, encararam o percurso por completo, tendo como adversários a areia fofa, a maré alta, o vento contrário e até mesmo os veranistas, que obrigavam a execução de vários pequenos desvios em meio ao traçado retilíneo da prova. E vencia quem superava o trajeto no menor tempo. Alex Silva e Carlos Eduardo Weber, dupla do time Cia. dos Cavalos, foram os primeiros a chegar. Fecharam a prova em 5h15min14seg. No entanto, o grande destaque ficou por conta da categoria solo. O atleta catarinense Felipe Costa levou a melhor e chegou no ponto final, na Barra do Rio Tramandaí, em Imbé, em 6h16min23seg, se sagrando bicampeão da prova. No feminino, Elisete Silva terminou em 7h27min58seg.

A largada foi realizada às 6h, junto ao lounge montado na Av. Beira-Mar, em Torres. Até o Parque da Guarita, os corredores percorreram as ruas da cidade. Mas foi passando pela cancela da área é que a corrida ganhou seu tradicional cenário: a areia e o mar. “Este ano achei o chão mais pesado. Na primeira metade da prova a gente pegou vários trechos com a areia muito molhada, onde afundava o pé. Isso fez com que eu segurasse a onda, por que não saberia como estaria o final da prova”, conta Costa, que chegou por volta das 12h15min a Imbé. No local havia uma estrutura completa para receber os atletas, com distribuição de alimentos, água gelada e sucos. Também havia equipe de médicos e enfermagem da Unimed de prontidão para qualquer atendimento aos corredores.

De acordo com Costa, não se afobar foi uma estratégia. “Prova longa é isso. Sempre tem que ter uma reserva para conseguir terminar a prova. Então, em nenhum momento arrisquei, fiz besteira. E nos últimos quilômetros seis quilômetros, fomos presenteados com vento contra. Ano passado estava um asfalto, a areia estava socadinha. Hoje não, teve hora que vinha onda, o pé ficava molhado”, lembra.

A estrutura montada para a prova ficou situada em sete pontos, onde os atletas podiam se reidratar e também revezar a execução da competição com seus parceiros de corrida.  Também havia uma preocupação com o meio ambiente na questão do descarte do lixo. Nesta edição, as estruturas montadas à beira-mar, segundo o diretor institucional da TTT, Antônio João Freire, ganharam também grandes recipientes para receber produtos descartáveis, como copos e garrafas plásticas.

No entanto, engana-se quem pensa que a prova terminou após a chegada dos  cinco mais bem colocados. O último atleta a chegar terminou o trajeto em 13h01min40seg, após às 18 horas. O que pode parecer um sinônimo de derrota, mesmo para um atleta de alto nível como Costa, significa muito conseguir fechar os 82 quilômetros. “Cada prova longa vem com uma surpresa. Então completar cada uma destas é uma vitória pessoal muito grande”, comemora.

Os cinco mais bem colocados no Ranking Geral

1. Felipe Costa da Silva - 6h16min23seg

2 Niumar Velho da Silva - 6h31min25seg

3 Adriano Maffei - 6h39min03seg

4 Vanderlei Zanotto - 6h46mim42seg


5 Willian Baggio - 6h54min51seg