Tchau, estresse!

Dados da International Stress Management – Brasil (Isma-BR), a mais antiga associação sem fins lucrativos voltada à pesquisa e à prevenção do estresse no mundo, indicam que 70% da população sofre com estresse e 30% chega a estágios graves do distúrbio. A maioria das pessoas já passou ou ainda vai passar por algum momento estressante na vida, o que pode trazer problemas no trabalho, nos relacionamentos, na saúde e na vida social. E para que o rebuliço não seja tão devastador, a dica é aprender a lidar com os sintomas e causas do transtorno em benefício de uma vida com mais qualidade.
O estresse é provocado por fatores como doenças, na própria pessoa ou naqueles que convivem mais proximamente a ela, problemas financeiros, insegurança e acontecimentos inesperados, que vão desde a morte até a perda do horário para um compromisso, por exemplo. “São elementos incontroláveis, por isso a importância de nos conhecermos bem”, declara a psicopedagoga e professora de séries iniciais Lisandra Pioner. Segundo ela, quando se tem autoconhecimento, a tendência é que se esteja mais preparado para encarar situações de estresse.
Dar-se conta das coisas que fazem com que os sintomas sejam amenizados é outro fator importante na caminhada de quem sofre com o transtorno. E isso somente é possível, diz Lisandra, “quando nos permitimos o autoconhecimento”. A psicopedagoga também analisa a questão do foco, que, de acordo com ela, é ótima para ajudar em várias situações, mas em outras, como no caso do estresse, não deve ser aplicada. “Quando estamos estressados, precisamos de uma visão mais abrangente, precisamos enxergar mais do que o foco”, diz.
Lisandra percebe a condescendência como uma oportunidade para que as pessoas se estressem menos, o que significa menos irritabilidade, dor de cabeça, de estômago, tensão muscular, mudança no apetite e arritmia cardíaca. Observar o relógio interno (e não se cobrar por isso), encarar a vida com mais leveza, ter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos, aprender a dizer não e ser organizado, no sentido de seguir uma rotina, são outras dicas da psicopedagoga. Outro fator é dar-se prioridade, algo que anda em desuso. “Se a gente não se colocar como prioridade, todo o resto pode não funcionar tão bem”, avalia, e finaliza: “Ajeita o teu mundo interno e te prioriza”.

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