Acompanhamento pós-operatório em cirurgia bariátrica é essencial, diz especialista
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Acompanhamento pós-operatório em cirurgia bariátrica é essencial, diz especialista

De acordo com o Dr. Juliano Chibiaque, cirurgião do aparelho digestivo, 10% a 15% dos pacientes pode apresentar ganho de peso depois de algum tempo após o procedimento

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Correio do Povo

A obesidade é uma epidemia mundial e, se nada for feito, em 2025 teremos aproximadamente dois bilhões de pessoas com sobrepeso e 700 milhões de obesos

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A cirurgia bariátrica vem se destacando em todo o mundo por ser um tipo de procedimento que, além de contribuir com uma considerável perda de peso dos pacientes, auxilia no combate e controle de comorbidades como hipertensão, diabetes, controle do colesterol, apneia do sono, problemas ortopédicos, entre outros. Um dos reflexos do crescimento da obesidade no Brasil é a procura cada vez maior pelo tratamentos para a redução de peso. Neste cenário, o número de cirurgias bariátricas realizadas entre os anos de 2012 e 2017 aumentou 46,7%. O acompanhamento pós-operatório é um dos pontos essenciais para garantir o sucesso da cirurgia e dos benefícios do procedimento. A chamada equipe multidisciplinar composta por cirurgiões bariátricos, psicólogos, nutricionistas, endocrinologistas, ginecologistas, coloproctologistas, fisioterapeutas e, inclusive dentistas, possui um papel fundamental na manutenção da perda de peso, assim como os hábitos alimentares saudáveis. 

De acordo com o Dr. Juliano Chibiaque, cirurgião do aparelho digestivo, 10% a 15% dos pacientes pode apresentar ganho de peso depois de algum tempo após o procedimento. “Quando o paciente não assume os hábitos saudáveis recomendados como a adoção de dieta menos calórica e mais nutritiva, além da prática de exercícios físicos o reganho dos quilos pode vir a ocorre”, destaca. “Mudar o comportamento não é uma tarefa fácil, mas uma equipe multidisciplinar capacitada para o atendimento desses pacientes pode tornar o processo mais fácil e sustentável”. 

A obesidade é uma epidemia mundial e, se nada for feito, em 2025 teremos aproximadamente dois bilhões de pessoas com sobrepeso e 700 milhões de obesos. O médico acredita que há empenho por parte das entidades representativas para que os números parem de avançar. “É preciso que além disso, haja conscientização da população. Temos uma mudança de modo de vida, de perfil de consumo que ocasionou esta realidade e somente boas escolhas alimentares e a prática cotidiana de exercícios podem prevenir o aumento nos dígitos da balança da população.  


Sobre: 

Juliano Chibiaque é Cirurgião do Aparelho Digestivo pela Universidade Federal de Santa Maria - UFSM (2015 - 2017) e Cirurgião Geral pela Universidade Federal Fronteira Sul - UFFS - Hospital de Clínicas de Passo Fundo (2013 - 2015). Atua como integrante da equipe Polus Care Centro Clínico, em Passo Fundo(RS) e na Santa Casa de Misericórdia, em Porto Alegre(RS). Dirige o setor de Comunicação Social da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), desde 2017.