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Carnaval exige cuidados com a alimentação e saúde

Além da importância de uma alimentação balanceada, é preciso cuidar para não misturar medicamento e bebida alcoólica

Por
Simone Lopes

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O Carnaval está se aproximando e as pessoas e os blocos saem para as ruas em busca de diversão. Apesar disso, especialistas alertam que, mesmo com um período voltado para a folia, é preciso cuidar da saúde. Além da importância de uma alimentação balanceada, muita hidratação (água, isotônico, água de coco, água saborizada), dormir bem e fazer atividade física, surge uma preocupação que nem sempre as pessoas se atentam: quem está tomando medicação pode beber? E em relação ao uso de anticoncepcional, ele perde o efeito?

De acordo com a presidente da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais regional Rio Grande do Sul, Silvia Muxfeldt Chagas, as consequências da interação entre álcool e medicamentos dependem de vários fatores. Entre eles, está a composição do medicamento, o organismo do paciente e a quantidade de álcool ingerida. Por isso, de forma geral, a recomendação é evitar misturar álcool com medicamento. “Em alguns casos, o efeito pode ser reduzido em até 50%. Por isso, é importante cuidar, usar preservativo, que, além de prevenir contra as doenças sexualmente transmissíveis, poderá evitar uma gravidez inesperada.

Os anticoncepcionais podem ter tempos variados de permanência no organismo antes de serem eliminados, com duração que varia entre 12 a 24 horas”, observa. Silvia ressalta que pessoas que usam antidepressivos e ansiolíticos não devem ingerir bebidas alcoólicas. “Os ansiolíticos mexem com o lado cognitivo. Por exemplo, se alguém for atravessar a rua, poderá não perceber muitas coisas”, avalia. A especialista também alerta sobre os antibióticos. “É importante respeitar os horários de ingestão dos medicamentos, pois o sangue precisa manter o nível daquela substância para o efeito adequado. Por exemplo, se o medicamento é de 12 em 12 horas, quando se aproxima o horário da próxima dose, ele deve ser respeitado, pois, ao contrário, começam a surgir resistências em relação aos medicamentos usados no combate a bactérias”, explica.

A especialista também lembra que, para grande parte dos medicamentos, o principal órgão prejudicado é o fígado, que metaboliza, por meio de enzimas, o álcool, ficando sobrecarregado. “O álcool afeta sobretudo o sistema nervoso central, que comanda nossas ações, alterando substancialmente as capacidades cognitivas estruturais e comportamentais”, observa.