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Hormônios da felicidade

Tomar sol, receber mensagens ou praticar exercícios aumentam os níveis da serotonina.

Por
Correio do Povo

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Endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina são quatro hormônios presentes no corpo humano que, juntos, podem ser chamados de “Quarteto da Felicidade”. Quem os descreve dessa forma é a psiquiatra Liliane Dias de Lima, doutora em psicologia social e especialista em psicogeriatria. Segundo ela, a liberação delas no cérebro produz sensações de felicidade.

“Ainda que fundamental para nosso bem-estar emocional, a produção destes elementos não é algo contínuo. É necessária uma condição específica para a construção e manutenção destes hormônios.” O “Quarteto da Felicidade”, de acordo com ela, pode influenciar no equilíbrio emocional com pequenas atitudes no dia a dia.

Analgésico natural

A psicóloga Carla Correa de Lima define a endorfina como uma espécie de analgésico natural. “A euforia provocada por elas esconde parcialmente a dor que podemos sentir”, explica. Coisas simples, ao alcance de qualquer pessoa, podem produzir sensações de felicidade.

“Os alimentos picantes, as experiências afetivas como dançar, cantar ou assistir um filme liberam a endorfina no sistema nervoso central. Já tomar sol, receber mensagens ou ainda praticar exercícios físicos aumentam os níveis da serotonina. O amor, a amamentação e a vida sexual ativa são ambiente propício para elevar a dopamina. Já um simples abraço pode desencadear a elevação da oxitocina no nosso corpo”.

Trabalho em excesso e exigências cotidianas são fatores desencadeadores do estresse. “É difícil envelhecer nos dias de hoje, quando a cobrança é de se chegar à terceira idade e ter que parecer jovem”, explica Liliane. “Além disso, o idoso de hoje não é da geração Internet, o que pode acarretar seu isolamento, aumentando o estresse”, complementou.

A receita é equilíbrio

Entre as consequências do estresse, estão o aumento ou diminuição do cortisol no organismo, que tem papel fundamental no metabolismo das proteínas, lipídeos e hidratos de carbono, gerando impacto direto nos níveis de glicose no sangue, na regulação da pressão arterial e do sistema imunológico. O cortisol em altos níveis pode causar perda de massa muscular, aumento de peso ou diminuição de testosterona. Já em baixos níveis pode provocar depressão, cansaço ou fraqueza. “Se todos os dias, ao menos uma dessas ações pudessem ser feitas pelas pessoas, a chance de desenvolvimento de doenças mais sérias seria bastante diminuída”, concluiu Liliane.