Revista americana de cirurgia plástica publica estudo brasileiro sobre a segurança do PMMA

Revista americana de cirurgia plástica publica estudo brasileiro sobre a segurança do PMMA

O Dr. Roberto Chacur, que também é autor do livro "Ciência e Arte do Preenchimento" (Editora AGE, 2018), é um dos autores do levantamento

Correio do Povo

Atualmente, no Brasil, apenas duas indústrias fabricam o preenchedor, sendo no Rio Grande do Sul e Goiás

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Muito usado no Brasil, principalmente para o preenchimento de glúteos, o Polimetilmetacrilato (PMMA) apresentou apenas 1,88% de efeitos colaterais em 1681 pacientes analisados. Índice menor comparado a outras técnicas como implante de silicone e lipoescultura. Os médicos estudaram os casos que passaram pelo procedimento nos últimos dez anos, sendo que o total de aplicações foi de 2770. A pesquisa ganhou destaque na Revista Plastic and Reconstructive Surgery, ligada à Sociedade Americana de Cirurgia Plástica. 

De acordo com o estudo, em nenhum caso houve registro de rejeição, migração, deslocamento do produto ou infecção tardia. Além de complicações como embolia, necrose e atrofia muscular. O PMMA é composto por microesferas de polimetilmetacrilato e vem sendo usado há mais 70 anos na medicina. Na área estética, o preenchimento com o produto, chamado bioplastia, já é realizado há 30 anos. Até a aprovação da ANVISA, em 2006, os especialistas utilizavam marcas importadas. Desde 2004, o Ministério da Saúde fornece o PMMA para o tratamento de lipoatrofia facial de portadores de HIV, que perdem gordura no rosto por conta do tratamento antiviral. Nos Estados Unidos, ele também é liberado pelo FDA, desde 2006, para preenchimento dérmico. 

O Dr. Roberto Chacur, que também é autor do livro "Ciência e Arte do Preenchimento" (Editora AGE, 2018), é um dos autores do levantamento. O cirurgião ressalta que os casos de complicações divulgados na mídia, geralmente, não foram feitos com PMMA. Produtos como hidrogel e silicone industrial, que são proibidos para preenchimentos, são oferecidos como se fossem polimetilmetacrilato. Vale destacar que o tratamento com PMMA deve ser feito por médico com conhecimento técnico e o produto regulamentado pelos órgãos de saúde. Atualmente, no Brasil, apenas duas indústrias fabricam o preenchedor, sendo no Rio Grande do Sul e Goiás. 

Segundo o Dr. Chacur, as reações adversas apontadas no estudo com maior incidência foram: hematomas (10 casos), seromas (8) e equimoses (7). O cirurgião explicou ainda que todos regrediram naturalmente. O trabalho também cita outros estudos que apontaram taxas de 30% de complicações nos casos de procedimentos com implante de silicone e 10% em procedimentos de lipoescultura. Para os médicos que desenvolveram a pesquisa o preenchimento com PMMA é uma alternativa segura para o aumento dos glúteos. 


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