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  • 07/04/2012
  • 15:29
  • Atualização: 15:34

Manifestantes pacifistas alemães apóiam escritor Günter Grass

Autor divulgou poema em que critica postura de Israel contra o Irã

Günter Grass divulgou poema em que critica postura de Israel contra o Irã | Foto: AFP / CP

Günter Grass divulgou poema em que critica postura de Israel contra o Irã | Foto: AFP / CP

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  • AFP

As tradicionais "marchas de Páscoa", manifestações pela paz organizadas em toda a Alemanha, reuniram neste sábado milhares de participantes, alguns dos quais expressaram seu apoio a Günter Grass. O ato ocorreu em meio à polêmica provocada por um poema no qual o escritor criticou Israel.

Foram celebrados 70 protestos em todo o país em forma de marchas, cerimônias religiosas e outras ações, em favor da paz e sobretudo da retirada das tropas alemães de conflitos armados. Alguns manifestantes expressaram sua aprovação ao poema do prêmio Nobel de Literatura Günter Grass, intitulado "O que deve ser dito", publicado na quarta-feira, no qual o autor advertiu contra ataques israelenses ao Irã, e que continua gerando polêmica.

"Günter Grass tem razão" ou "Obrigado, Günter Grass" diziam alguns cartazes exibidos em manifestação em Bremerhaven (norte). "Foram feitos discursos (em apoio a Günter Grass)" como em Stuttgart, onde se reuniram mil pessoas, declarou Willi van Ooyen, porta-voz da célula de coordenação das "marchas de Páscoa".

Mil pessoas desfilaram em Berlim, 400 em Munique e uma centena em Leipzig (leste), segundo os organizadores.

"Ameaças e preparativos de guerra criam um ambiente político contaminado", explicou Ooyen. Ataques preventivos, como os que Tel Aviv se reserva o direito de realizar diante da ameaça que o programa nuclear iraniano representa, em sua opinião, "são crimes" e, por isso, desprezíveis.

Neste sábado, o Irã homenageou o escritor por ter denunciado o direito que Israel se atribuiu de um eventual ataque contra o controverso programa nuclear iraniano. O autor continuava defendendo-se no sábado pela imprensa contra o que ele considera uma campanha para denegri-lo.

"Espero que com uma certa distância, o debate se racionalize", disse Grass, reconhecendo que se tivesse que reescrever seu texto, o faria de outra forma. "Evitaria o termo genérico 'Israel' e mostraria mais claramente que me refiro principalmente ao atual governo de (Benjamin) Netanyahu", afirmou.

As "marchas da Páscoa" são celebradas na Alemanha desde 1960. Tradicionalmente têm como alvo não só os conflitos armados, mas também a energia nuclear e a ameaça que esta representa para a humanidade.

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