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03/03/2013 11:42 - Atualizado em 03/03/2013 11:48

Barão Vermelho apresenta sucessos e empolga público em Porto Alegre

Cerca de 3,6 mil fãs foram ao show da banda no Pepsi On Stage

Barão Vermelho empolgou mais de três mil fãs com um repertório cheio de sucessos<br /><b>Crédito: </b> Luiz Gonzaga Lopes / Especial CP
Barão Vermelho empolgou mais de três mil fãs com um repertório cheio de sucessos
Crédito: Luiz Gonzaga Lopes / Especial CP
Barão Vermelho empolgou mais de três mil fãs com um repertório cheio de sucessos
Crédito: Luiz Gonzaga Lopes / Especial CP

Após 32 anos de estrada, o público gaúcho pode constatar a máxima que acompanha o Barão Vermelho durante toda a carreira em show realizado no Pepsi On Stage, em Porto Alegre, na noite desse sábado. A banda, boa de estúdio, sempre foi melhor ao vivo. Durante duas horas, o grupo liderado por Frejat tocou 28 músicas para um enlouquecido público de mais de 3,6 mil fãs que cantou junto todas as canções. A apresentação faz parte da turnê + 1 Dose, que comemora os 30 anos do lançamento do disco “Barão Vermelho”, lançado em setembro de 1982.

Antes do Barão adentrar o palco, o aquecimento foi em alto estilo com o trio Autoramas, formado por Gabriel Thomaz (vocal e guitarra), Flávia Couri (baixo) e Bacalhau (bateria) tocando músicas como Mundo Moderno e Fale Mal de Mim. Após o aquece do Autoramas, o público ficou um pouco impaciente com o atraso e com o calor e ensaiou as clássicas vaias, bem menos enfáticas do que as do show de Madonna.

Passados 50 minutos, tudo seria esquecido, pois uma vinheta anunciava: “Lá vem o avião do Barão Vermelho” repetidas vezes. E quando Frejat fraseou: “Mais uma dose, é claro que estou a fim”, a sorte estava lançada. O show abriu com três músicas emendadas na mesma batida: Porque a Gente é Assim, Ponto Fraco e Pense Dance, esta com a tradição frase tomada de empréstimo de Lobão: “Saudações a quem tem coragem”, com destaques para o teclado de Maurício Barros e a percussão de Peninha.

Os sucessos foram desfilando com a base sempre precisa do batera Guto Goffi e do baixista Rodrigo Santos (ex-Lobão) e solos alternados de guitarra entre Frejat e Fernandão Magalhães. Antigas como Menina Mimada e Billy Negão e algumas mais recentes como Cuidado. Com Meus Bons Amigos, Longe de Tudo e Por Você (com o acréscimo de “por você, eu iria de Porto Alegre a Salvador em vez do Rio), o público cantou mais alto e assim o show chegou a sua parte balada, não sem antes Frejat que estava com uma saudade de Porto Alegre, dos amigos e da cena musical da capital gaúcha. O Poeta Está Vivo fez amanhecer o pensamento dos fãs e Cazuza foi lembrado pela primeira vez. O extasiante solo ficou a cargo de Fernandão com a sua guitarra Giannini 010. Em Bilhetinho Azul, uma blueseira com Maurício Barros roubando a cena no seu teclado a la Blues Brothers ou Irmãos Cara de Pau, o filme.

Em Sorte e Azar, Frejat explicou que a música foi rearranjada após eles reunirem as fitas originais com a voz de Cazuza. A música é trilha de novela. O público foi novamente embalado por Pedra, Flor e Espinho, Bete Balanço, Puro Êxtase até o primeiro cover da noite, Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto, para reviver Renato Russo e a sua Legião Urbana. Não é preciso dizer que a galera cantou a plenos pulmões. Com Declare Guerra e Maior Abandonado, o Barão deixou todo mundo perdido sem pai nem mãe, bem na frente do palco.

Após uma saída e um pedido de bis, Frejat voltou e apresentou a banda e introduziu a música Não Amo Ninguém, uma balada meio blues, que foi composta “numa manhã gelada em Porto Alegre, numa turnê do segundo disco, tentei sair do hotel e não teve jeito, fomos para o quarto e com o Cazuza compomos esta música”. No refrão, “não amo ninguém, é só o amor que eu respiro”. Ao final, Frejat agradeceu a Porto Alegre pela inspiração.

Depois de três clássicos, duas próprias e uma releitura de Raul Seixas: O Tempo Não Para, Tente Outra Vez e Pro Dia Nascer Feliz, nesta última o público cantou e pulou alto, isto que já passava de 1h30min da manhã. Depois de novos agradecimentos, parte do público já ia embora e outra parte pediu novo bis. Eles voltaram novamente, com mais duas músicas. Codinome Beija-Flor foi executada mais embaladinha com uma bateria de Gutto mais marcada.

Para encerrar, Frejat disse assim: agora a gente vai tocar um sambinha e aí saiu o terceiro cover da noite, uma releitura bem barônica: Satisfaction, dos Rolling Stones. Frejat largou a guitarra e foi cantar à melhor maneira Jagger, com gingado e tudo, e extensões vocais maiores. O Barão abriu para os Stones no Hollywood Rock de 1995. Foi o encerramento com chave de ouro para o público pegar a porta frente e ir para casa e ver o dia nascer feliz neste domingo. O melhor show do ano até agora.

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Fonte: Luiz Gonzaga Lopes / Correio do Povo






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