 Barão Vermelho empolgou mais de três mil fãs com um repertório cheio de sucessos Crédito: Luiz Gonzaga Lopes / Especial CP
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Barão Vermelho empolgou mais de três mil fãs com um repertório cheio de sucessos
Crédito: Luiz Gonzaga Lopes / Especial CP
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Após 32 anos de estrada, o público gaúcho pode constatar a máxima que acompanha o Barão Vermelho durante toda a carreira em show realizado no Pepsi On Stage, em Porto Alegre, na noite desse sábado. A banda, boa de estúdio, sempre foi melhor ao vivo. Durante duas horas, o grupo liderado por Frejat tocou 28 músicas para um enlouquecido público de mais de 3,6 mil fãs que cantou junto todas as canções. A apresentação faz parte da turnê + 1 Dose, que comemora os 30 anos do lançamento do disco “Barão Vermelho”, lançado em setembro de 1982.
Antes do Barão adentrar o palco, o aquecimento foi em alto estilo com o trio Autoramas, formado por Gabriel Thomaz (vocal e guitarra), Flávia Couri (baixo) e Bacalhau (bateria) tocando músicas como Mundo Moderno e Fale Mal de Mim. Após o aquece do Autoramas, o público ficou um pouco impaciente com o atraso e com o calor e ensaiou as clássicas vaias, bem menos enfáticas do que as do show de Madonna.
Passados 50 minutos, tudo seria esquecido, pois uma vinheta anunciava: “Lá vem o avião do Barão Vermelho” repetidas vezes. E quando Frejat fraseou: “Mais uma dose, é claro que estou a fim”, a sorte estava lançada. O show abriu com três músicas emendadas na mesma batida: Porque a Gente é Assim, Ponto Fraco e Pense Dance, esta com a tradição frase tomada de empréstimo de Lobão: “Saudações a quem tem coragem”, com destaques para o teclado de Maurício Barros e a percussão de Peninha.
Os sucessos foram desfilando com a base sempre precisa do batera Guto Goffi e do baixista Rodrigo Santos (ex-Lobão) e solos alternados de guitarra entre Frejat e Fernandão Magalhães. Antigas como Menina Mimada e Billy Negão e algumas mais recentes como Cuidado. Com Meus Bons Amigos, Longe de Tudo e Por Você (com o acréscimo de “por você, eu iria de Porto Alegre a Salvador em vez do Rio), o público cantou mais alto e assim o show chegou a sua parte balada, não sem antes Frejat que estava com uma saudade de Porto Alegre, dos amigos e da cena musical da capital gaúcha. O Poeta Está Vivo fez amanhecer o pensamento dos fãs e Cazuza foi lembrado pela primeira vez. O extasiante solo ficou a cargo de Fernandão com a sua guitarra Giannini 010. Em Bilhetinho Azul, uma blueseira com Maurício Barros roubando a cena no seu teclado a la Blues Brothers ou Irmãos Cara de Pau, o filme.
Em Sorte e Azar, Frejat explicou que a música foi rearranjada após eles reunirem as fitas originais com a voz de Cazuza. A música é trilha de novela. O público foi novamente embalado por Pedra, Flor e Espinho, Bete Balanço, Puro Êxtase até o primeiro cover da noite, Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto, para reviver Renato Russo e a sua Legião Urbana. Não é preciso dizer que a galera cantou a plenos pulmões. Com Declare Guerra e Maior Abandonado, o Barão deixou todo mundo perdido sem pai nem mãe, bem na frente do palco.
Após uma saída e um pedido de bis, Frejat voltou e apresentou a banda e introduziu a música Não Amo Ninguém, uma balada meio blues, que foi composta “numa manhã gelada em Porto Alegre, numa turnê do segundo disco, tentei sair do hotel e não teve jeito, fomos para o quarto e com o Cazuza compomos esta música”. No refrão, “não amo ninguém, é só o amor que eu respiro”. Ao final, Frejat agradeceu a Porto Alegre pela inspiração.
Depois de três clássicos, duas próprias e uma releitura de Raul Seixas: O Tempo Não Para, Tente Outra Vez e Pro Dia Nascer Feliz, nesta última o público cantou e pulou alto, isto que já passava de 1h30min da manhã. Depois de novos agradecimentos, parte do público já ia embora e outra parte pediu novo bis. Eles voltaram novamente, com mais duas músicas. Codinome Beija-Flor foi executada mais embaladinha com uma bateria de Gutto mais marcada.
Para encerrar, Frejat disse assim: agora a gente vai tocar um sambinha e aí saiu o terceiro cover da noite, uma releitura bem barônica: Satisfaction, dos Rolling Stones. Frejat largou a guitarra e foi cantar à melhor maneira Jagger, com gingado e tudo, e extensões vocais maiores. O Barão abriu para os Stones no Hollywood Rock de 1995. Foi o encerramento com chave de ouro para o público pegar a porta frente e ir para casa e ver o dia nascer feliz neste domingo. O melhor show do ano até agora.
Fonte: Luiz Gonzaga Lopes / Correio do Povo
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