Correio do Povo

Porto Alegre, 1 de Setembro de 2014


Porto Alegre
Agora
13ºC
Amanhã
15º 22º


Faça sua Busca


Arte & Agenda > Variedades

ImprimirImprimir EnviarEnviar por e-mail Fale com a redaçãoFale com a redação Letra Diminuir letra Aumentar Letra

03/03/2014 10:04 - Atualizado em 03/03/2014 10:08

Salgueiro enfrenta problemas em carros alegóricos

Carro abre-alas queimou e precisou ser empurrado por 15 homens

Viviane Araújo é madrinha de bateria da Salgueiro<br /><b>Crédito: </b> Christophe Simon / AFP / CP
Viviane Araújo é madrinha de bateria da Salgueiro
Crédito: Christophe Simon / AFP / CP
Viviane Araújo é madrinha de bateria da Salgueiro
Crédito: Christophe Simon / AFP / CP

O Salgueiro fez um desfile marcado por incidentes com carros alegóricos. O abre-alas, que representa o Templo Sagrado de Olorum, queimou a embreagem e precisou ser empurrado por 15 homens. A alegoria chegou a ficar parada por alguns minutos em frente ao setor 3 e um espaço na pista se abriu um pouco antes da primeira cabine dos jurados. O quarto carro (Fogo) desfilou apagado. O quinto (Ar) também teve problemas com a embreagem.

Apesar dos contratempos, o samba contagiante segurou a animação do público e a escola encerrou a apresentação aos gritos de campeã. "Viemos para disputar o campeonato. Tudo saiu como esperávamos. Não houve nada que atrapalhasse", afirmou o carnavalesco Renato Lage.

A escola apresentou o enredo "Gaia: a vida em nossas mãos", um alerta sobre a importância da preservação do planeta. A execução foi didática, quase burocrática. Os setores foram divididos entre os quatro elementos, bem marcados até mesmo pelo tom das fantasias: as alas sobre o elemento terra vieram com as cores marrom e palha. O tema água ganhou tons de azul. Fogo, veio em vermelho e amarelo. Ar, com objetos transparentes e azul claro.

A comissão de frente tinha bonito efeito - a bailarina Mariana Gomes, de 25 anos, que representava Gaia, "levitou" dois metros acima de um globo. A alegoria era cercada por 14 bailarinos, que representavam os quatro elementos. O coreógrafo Hélio Bejani se inspirou no espetáculo Ilusions, a que assistiu em Las Vegas, para desenvolver o sistema que permitiu que a bailarina levitasse.

A bateria "furiosa" de mestre Marcão fez bonito, acompanhada por atabaques de candomblé. Houve três paradinhas e coreografia. A rainha de bateria, Viviane Araujo, desfilou mais bem comportada que o costume, mas numa fantasia elegante, que representava o "ouro da casa". Ela se emocionou ao atravessar a passarela para beijar a mãe, Neusa Araujo, que assistia à escola das frisas.

O carro Caos encerrou o desfile, num "alerta ao mundo inteiro", como diz o samba. Acrobatas se apresentavam num cenário apocalíptico.

Bookmark and Share


Fonte: AE






O que você deseja fazer?


Busca

EDIÇÕES ANTERIORES

Acervo de 09 de Junho de 1997 a 30 de Setembro de 2012. Para visualizar edições a partir de 1 de Outubro de 2012, acesse a Versão Digital do Correio do Povo. No menu, acesse “Opções” e clique em “Edições Anteriores”.