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  • 20/04/2010
  • 22:24
  • Atualização: 22:36

Adiós, hermanos!

Correio do Povo lembra as cinco eliminações mais marcantes da seleção argentina nas Copas do Mundo

Na série especial da Copa, Correio do Povo lembra de cinco eliminações da Argentina, como a de 2006 | Foto: AFP / CP

Na série especial da Copa, Correio do Povo lembra de cinco eliminações da Argentina, como a de 2006 | Foto: AFP / CP

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  • Tiago Medina / Correio do Povo

É difícil encontrar uma rivalidade no futebol tão grande quanto Brasil e Argentina. As duas maiores forças do futebol Sul-Americano reúnem alguns dos principais jogadores do planeta. Por isso, é sempre um alívio ver que os hermanos estão fora do caminho da Seleção. E vice-versa, se você for argentino.

Se lembrar de uma que não entrou na lista ou caso discordar, deixe sua opinião em comentários.

O Correio do Povo faz questão de lembrar algumas despedidas marcantes da Argentina. O top 5 dá continuidade à série especial sobre a Copa do Mundo. Por aqui, já passaram as melhores defesas, os pernas de pau, os frangos inesquecíveis, as finais mais marcantes e pancadarias memoráveis.

5º lugar:

2006: Los campeones morales

Pode um time ser eliminado da Copa do Mundo de forma invicta? Pode! E nossos hermanos fizeram isso na última edição do Mundial, em 2006. Nessa vez, a Argentina conseguiu superar o trauma do “grupo da morte” de 2002 e terminou a primeira fase em primeiro, com 7 pontos, a mesma quantidade da Holanda, deixando para trás Costa do Marfim e Sérvia e Montenegro.

Nas oitavas, passaram pelo México, ganhando por 2 a 1. Mas daí, veio a Alemanha pelo caminho. Num jogo duro, Tevez e companhia empataram em 1 a 1. Porém, esbarraram no goleiro Lehmann nos pênaltis. O alemão estudou as cobranças dos rivais, especialmente de Ayala e Cambiasso, garantindo a festa – e a vitória por 4 a 2 – no estádio Olímpico de Berlim.

Valeu, Lehmann!

4º lugar

1970: A Copa da TV

O ano era 1970. O Brasil embarcava para o México com uma seleção que tinha Pelé, Gérson, Rivellino, Carlos Alberto e muito mais. E a Argentina? A Argentina tinha... ops, não tinha ninguém. A Argentina ficou pelas Eliminatórias e não se classificou para o Mundial. Próximo!

Valeu, Pelé!

3º lugar

1982: Aquele abraço

Mesmo que não tenha sido campeã, a Seleção Brasileira de 1982 é, até hoje, uma das mais lembradas por aqueles que gostam de bom futebol. E a da Argentina? Não. Naquela Copa do Mundo, na Espanha, as duas equipes se enfrentaram nas quartas de final. Vitória do futebol arte: 3 a 1.

Comandados por Telê Santana, Falcão, Zico, Sócrates e Júnior garantiram o retorno mais cedo para casa aos hermanos. Eles tinham no time um jovem meia, promissor na época, um tal de Diego Maradona, então com 22 anos e magrinho (ainda). Contudo, esse camisa 10, inconformado com a derrota, perdeu a esportiva e fez falta dura em Batista. Expulso, a Copa terminou minutos antes para ele.

Valeu, Zico!

2º lugar

1990: Curta alegria

Ok, ok, se vencemos com o time de 1982, fomos derrotados oito anos mais tarde, na Itália. No entanto, a vingança do Brasil não demorou muito. Aliás, veio poucos dias depois em uma decisão de Copa do Mundo, onde a derrota é sempre mais dolorida. Os hermanos eram os atuais campeões mundiais e queriam o bi em cima da Alemanha, repetindo a história de quatro anos antes. Mas a coisa não foi bem como eles imaginavam.

Num jogo truncado – e com duas expulsões no lado argentino –, o grupo de Maradona esteve perto de poder se orgulhar de segurar a Alemanha mesmo em desvantagem numérica. A esperança do bi durou até os 39 minutos do segundo tempo, quando os alemães tiveram pênalti a seu favor. O lateral Brehme cobrou e, dessa vez, Goycochea não pegou. Argentina, vice-campeã!

Valeu, Brehme!

1° lugar

2002: Por que a pressa?

Lembra da Copa de 2002? Aquela disputada em dois países? Os argentinos não devem se recordar bem. Esse Mundial, para eles, durou pouco, muito pouco. Nossos vizinhos atravessaram o mundo como favoritos, mas só entraram em campo três vezes. Foi o que bastou para eles darem adeus na primeira fase. Nem deu nem para conhecer a Coreia do Sul.

No chamado “grupo da morte”, a Argentina ganhou da Nigéria, perdeu para a Inglaterra e só empatou com a Suécia. Somou quatro pontos, um a menos que os europeus da chave. Pegou suas malas e, ao som de um bom tango, tomou o caminho de Buenos Aires. Foram pelo menos 24h trancados em um avião na volta para descobrir o que deu errado.

Será que deu tempo de tirar uma foto do Monte Fuji?

Valeu, Beckham!