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  • 29/07/2010
  • 08:17
  • Atualização: 08:28

UCS encerra vôlei de alto rendimento

Instituição confirmou fim das atividades devido à falta de um terceiro patrocinador de peso

Após uma excelente campanha na temporada passada, time adulto foi fechado | Foto: Claiton Stumpf / Divulgação

Após uma excelente campanha na temporada passada, time adulto foi fechado | Foto: Claiton Stumpf / Divulgação

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  • Mariana Oselame/ Correio do Povo

Se o Rio Grande do Sul estiver representado na Superliga masculina 2010-2011, não será com o nome da Universidade de Caxias do Sul. Por meio de nota oficial divulgada à imprensa na tarde de quarta-feira, a instituição confirmou o encerramento das atividades do vôlei de alto rendimento devido à ausência de um terceiro patrocinador de peso (além do Grupo Fátima Saúde e da Medquímica). "Mesmo com o esforço na busca por novos apoiadores para a temporada 2010-2011, não foi possível viabilizar o projeto", argumenta a nota assinada pelo Pró-Reitor Administrativo da universidade, Gilberto Henrique Chissini.

Em tom de "carta branca" para que os gestores da equipe encontrem uma alternativa, a UCS ainda se colocou à disposição para auxiliar no processo de transição caso alguma entidade manifeste interesse em assumir o projeto e evitar o fim do vôlei de alto rendimento no Estado. "Estou com a minha velinha acesa torcendo para que o vôlei continue no Estado", revelou ao Correio do Povo o ponteiro Roberto Minuzzi.

Desde o fim da Superliga passada, quando defendeu o Vivo/Minas, Minuzzi estava próximo de retornar a Caxias, sua cidade natal e onde iniciou no vôlei, para vestir a camisa da Fátima/Medquímica/UCS/SPFC. "Já tinha feito um contato com eles e estava praticamente apalavrado que eu iria jogar lá", disse.

Diante do fracasso na obtenção de um apoiador da Região da Serra e da consequente saída da UCS, o ponteiro segue esperando a definição de uma equipe gaúcha para a próxima Superliga, mesmo que o time não tenha sede em Caxias.

"Há várias cidades interessadas, mas agora é tudo uma questão de prazo", citou o atleta, referindo-se ao dia 31 de julho, data final estipulada pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) para a confirmação dos participantes da Superliga.

Em contato permanente com os gestores da equipe, Minuzzi torce para que uma das possibilidades, de que o time seja transferido para Novo Hamburgo, se concretize. "Lá já tem a marca do voleibol, ainda dos tempos de Frangosul. Estou no aguardo e com esperança de que eles consigam", afirmou o jogador.

Na noite de ontem, o supervisor da Fátima/Medquímica/SPFC, Fábio Senna, esteve reunido com representantes da prefeitura e da Sociedade Ginástica de Novo Hamburgo. A ideia é transferir a única equipe de alto rendimento que restou ao vôlei gaúcho - e que por enquanto nada mais é do que um esboço, já que ninguém está contratado - para a região da Grande Porto Alegre.

Existe, também, a possibilidade de que a Sogipa participe do projeto. "Estamos de portas abertas, mas ainda não recebemos nenhuma proposta. Se ela chegar, vamos analisar se existem garantias e se tem sustentabilidade", ressaltou o gerente de Esportes do clube, Alberto Molnar. Pelo jeito, ao menos até sábado, o vôlei gaúcho ainda respira.


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