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10/01/2013 20:07 - Atualizado em 10/01/2013 20:28

AG garante "avanços" nas tratativas com funcionários da reforma no Beira-Rio

Construtora destacou retomada das obras na sexta e se comprometeu a discutir exigências até encontrar solução

AG garante avanços nas tratativas com funcionários da reforma no Beira-Rio<br /><b>Crédito: </b> Mauro Schaefer/CP Memória
AG garante avanços nas tratativas com funcionários da reforma no Beira-Rio
Crédito: Mauro Schaefer/CP Memória
AG garante avanços nas tratativas com funcionários da reforma no Beira-Rio
Crédito: Mauro Schaefer/CP Memória

A Construtora Andrade Gutierrez está otimista em resolver de forma breve a situação com os funcionários que anunciaram estado de greve nas obras do Beira-Rio. Em nota oficial divulgada na noite desta quinta-feira, a assessoria da empreitera garantiu "avanços significativos nas negociações" com os trabalhadores e reiterou que a reforma do estádio do Inter será retomada nesta sexta-feira. Os trabalhos estão parados desde a quarta-feira, quando as manifestações começaram.

A AG se comprometeu a continuar debatendo as exigências dos funcionários "até a conclusão da pauta e acerto entre as partes". De acordo com a construtora, diretores da obra de modernização do estádio para a Copa 2014 estiveram durante toda a tarde reunidos com representantes dos funcionários e com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada do Estado do Rio Grande do Sul (Siticepot). Conforme o sindicato, a reforma terá continuidade até segunda-feira. Caso não seja feita nova proposta, nova paralisação ocorrerá na terça-feira.

Dentre outras reivindicações, o grupo quer um reajuste salarial de 15%, além de uma valorização nas horas-extras. Os funcionários, contudo, estão dispostos a negociar, conforme Garcia: “Na realidade a gente pretende passar o limite de aviso de greve, que é de 48 horas. Queremos negociar e não paralisar”, afirmou.

Atualmente, o salário-médio dos profissionais da obra é de R$ 1.022, conforme o presidente do Siticepot. Boa parte do contingente dos trabalhadores é de fora do Estado. Os trabalhadores estimam que entre 85% e 90% dos mais de 800 trabalhadores tenham aderido ao movimento. De acordo com eles, os serventes recebem R$ 740 por mês, menor faixa salarial entre os trabalhadores da obra. Os trabalhadores também reclamam da qualidade da comida que é servida, dos colchões disponibilizados nos alojamentos e do atendimento médico.

Nessa quarta, a empresa aceitou atender algumas reivindicações da categoria. A cada três meses, os trabalhadores terão nove dias para retornar às suas cidades. Hoje são apenas cinco dias. Os funcionários oriundos de estados do Nordeste alegavam não ter tempo suficiente para viajar. Também foram concedidos pagamento quinzenal e reajuste no cartão-alimentação, de R$ 160 para R$ 180.



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Fonte: Correio do Povo






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