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11/01/2013 16:11 - Atualizado em 11/01/2013 16:21

Reforma do Beira-Rio é retomada após dois dias de paralisação

Obras podem parar novamente na terça se Andrade Gutierrez não conseguir acordo com operários

Reforma do Beira-Rio é retomada após dois dias de paralisação<br /><b>Crédito: </b> Alexandre Lops / Divulgação / CP
Reforma do Beira-Rio é retomada após dois dias de paralisação
Crédito: Alexandre Lops / Divulgação / CP
Reforma do Beira-Rio é retomada após dois dias de paralisação
Crédito: Alexandre Lops / Divulgação / CP

Os cerca de 950 operários da reforma do estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, retomaram as atividades nesta sexta-feira. O trabalho segue na segunda-feira, mas poderá ser paralisado por tempo indeterminado a partir de terça. Os funcionários estão em estado de greve, caso não haja acordo com a construtora Andrade Gutierrez (AG).

Os funcionários pedem reajuste salarial de 15% sobre os vencimentos de aproximadamente R$ 1 mil, melhorias nas condições dos alojamentos e na alimentação, pagamento de horas extras no percentual de 100%, entre outras demandas.

Até o momento, porém, não foi feita nenhuma proposta, conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada do Rio Grande do Sul (Siticepot-RS), Isabelino Garcia. Ele confirmou já ter procurado o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) para que intermedeiem o impasse.

A assessoria da AG informou, ainda na noite de quinta, que as negociações seguem ocorrendo e que houve avanços significativos. Dessa forma, a expectativa é que haja acertos entre as partes o mais breve possível para evitar que a obra no estádio-sede da Copa do Mundo de 2014 seja paralisada.

Isabelino, porém, descartou avanços recentes nas conversas. "A AG deve estar negociando com outra pessoa, pois para mim ninguém ligou. Vi apenas nos meios de comunicação que existiriam avanços, mas até o momento não tem negociação", enfatizou.

Os operários cruzaram os braços na quarta-feira, quando a empresa decidiu atender só parte das reivindicações. A cada três meses, os operários serão dispensados por nove dias para poderem viajar às cidades de origem, sendo que até o momento eram cinco. Além disso, o pagamento quinzenal e do reajuste no cartão-alimentação passa de R$ 160 para R$ 180.


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Fonte: Camila Kila / Rádio Guaíba






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