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15/01/2013 16:16 - Atualizado em 15/01/2013 16:49

Operários rejeitam proposta da AG e permanecem em greve

Funcionários vão realizar nova assembleia na manhã desta quarta-feira

Operários paralisam obras no Beira-Rio <br /><b>Crédito: </b> Vinicius Roratto
Operários paralisam obras no Beira-Rio
Crédito: Vinicius Roratto
Operários paralisam obras no Beira-Rio
Crédito: Vinicius Roratto

Os operários que trabalham na reforma do estádio Beira-Rio rejeitaram a oferta apresentada pela construtora Andrade Gutierrez (AG) em reunião na tarde desta terça-feira, entre a empresa e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada do Rio Grande do Sul (Siticepot). Os trabalhadores vão realizar assembleia na manhã desta quarta para decidir os próximos passos da greve.

De acordo com o diretor do Siticepot, os funcionários pedem reajuste de 15% sobre os vencimentos, cuja média é de pouco mais de R$ 1 mil. “Os trabalhadores rejeitaram novamente a proposta da empresa, de 8% agora e 7% de dissídio em maio”, disse o presidente Isabelino dos Santos ao Correio do Povo. “A AG disse que não apresentará outra proposta”, acrescentou. A greve foi deflagrada por tempo indeterminado na manhã desta terça-feira.

“Vamos fazer assembleia amanhã, por volta das 7h30min, para analisar o que a gente vai fazer agora”, contou o presidente do Siticepot, garantindo que a greve é de 100%, inclusive os trabalhadores terceirizados.

A obra no estádio escolhido para sediar jogos da Copa do Mundo de 2014 foi retomada na sexta-feira, após dois dias de paralisação. Durante esta manhã, a empresa realizou uma primeira reunião com os funcionários, que recusaram o valor apresentado em votação, motivando um segundo encontro nesta terça.

Conforme sindicato, 40 pessoas pediram demissão


“Consideramos o salário baixo para um mercado de trabalho que está muito valorizado. É preciso pagar bem, porque a procura por profissionais está grande”, disse o diretor do Siticepot, Leandro Salvador. Ele informou que 40 pessoas pediram demissão na semana passada por conta dos baixos rendimentos. “A posição do sindicato é sempre tentar negociar”, ressaltou.

Os funcionários contratados são pedreiros, carpinteiros e serventes. Eles ganham, em média, R$ 1 mil. “O salário é muito baixo e o combinado era de que eles nos dariam uma contraproposta na sexta-feira. É um desrespeito”, reclamou o servente Lucas dos Santos, 21 anos. “Nós não temos plano de saúde e a hora extra é de apenas R$ 3,30”, continuou.

Com informações da repórter Karina Reif


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Fonte: Laion Espíndula / Correio do Povo






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