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02/12/2013 15:34 - Atualizado em 02/12/2013 15:54

Técnico que salvou o Inter em 2002 vê situação atual “bem diferente”

Cláudio Duarte acredita que perigo de rebaixamento apenas causa constrangimento

Cláudio Duarte comandou o Inter nos últimos quatro jogos em 2002<br /><b>Crédito: </b> Ricardo Giusti / CP Memória
Cláudio Duarte comandou o Inter nos últimos quatro jogos em 2002
Crédito: Ricardo Giusti / CP Memória
Cláudio Duarte comandou o Inter nos últimos quatro jogos em 2002
Crédito: Ricardo Giusti / CP Memória

Onze anos depois, o Inter chega novamente a última rodada do Campeonato Brasileiro correndo risco de rebaixamento. A possibilidade é remota, pois apenas um empate com a já rebaixada Ponte Preta basta para permanecer na Série A. Treinador colorado em 2002, Cláudio Duarte vê a situação atual como tranquila e diz que, pelo investimento e valores do plantel, o simples fato de correr risco é um constrangimento para o clube.

Em 2002, a situação era bem mais dramática. Além de precisar vencer o Paysandu em Belém, o Inter dependia de tropeços de dois de quatro adversários (Palmeiras, Portuguesa, Bahia e Paraná). A vitória sobre o time paraense veio com os gols de Mahicon Librelato e Fernando Baiano e os resultados paralelos também - Palmeiras e Portuguesa foram para a Série B.

“O clima do time naquele momento (2002) era tenso. A expectativa de depender de outros resultados, o trabalho com aquele time. Não tem nem comparação. O problema é o constrangimento que causa à instituição. A situação esse ano esta sob controle, já que até perdendo consegue escapar. Até porque os outros resultados certamente se definirão a favor. Eu vejo a situação deste ano apenas como consequência de um ano onde as coisas deram erradas. Embora no papel fosse bom, não conseguiu dar certo. O porquê isso ocorreu é difícil analisar de fora”, declarou ao Correio do Povo.

Cláudio Duarte dirigiu o Inter nas últimas quatro rodadas do Brasileirão de 2002. Ele destaca que os problemas vividos naquela temporada serviram para os dirigentes tirarem lições para os anos seguintes, método que pode ser repetido agora. “Eu cheguei no final. Um ambiente péssimo, um time com pouca qualidade e cheio de problemas de comportamento. Foi um ano que teve uma lição. Os dirigentes tiveram a amostra do que não fazer nos próximos anos. Ou seja, o clima da impunidade, de querer ser amigo de jogador, que isso não levava a nada”, disse.

“Agora o Inter apenas fez um planejamento, um projeto, que acabou não dando certo. Eu, particularmente, acho que uma das coisas que prejudicou, pelo que se viu, foram as vaidades que se afloraram e esse confronto de pode ter causado problema. Digo pode porque não estou lá dentro para avaliar com certeza”, completou.

A vitória do Inter sobre o Paysandu em 2002 gera polêmica até hoje. Muitos acreditam que o time paraense teria facilitado as coisas para o Colorado. Cláudio Duarte rechaça essa possibilidade e garante que o adversário entrou em campo motivado por incentivos de outros clubes. “Teve a capacidade no jogo, mas teve muita sorte. Foi a única vez que aquele nosso time jogou bem. Era difícil que os resultados dessem certo e ainda vencer a equipe do Paysandu, que estava motivada. O Paysandu vinha bem abastecido de malas brancas, inclusive de times que não tinham a ver com o caso. Umas sete ou oito malas brancas de incentivo. Mesmo que tivesse uma mala preta do Inter, era difícil concorrer com as oito malas brancas vindas de outros”, afirmou.

O Inter ainda correu risco de rebaixamento no Brasileirão em outras duas oportunidades. Em 90, chegou ao último jogo precisando vencer para se livrar da queda e goleou o Corinthians por 3 a 0 no Pacaembu. Em 99, novamente precisando da vitória, a situação foi dramática. O gol salvador de Dunga sobre o Palmeiras veio apenas aos 37 minutos do segundo tempo e aliviou os mais de 60 mil colorados que compareceram ao Beira-Rio.

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Fonte: Correio do Povo







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