Correio do Povo

Porto Alegre, 19 de Abril de 2014


Porto Alegre
Agora
21ºC
Amanhã
15º 24º


Faça sua Busca


Esportes > Futebol > Grêmio

ImprimirImprimir EnviarEnviar por e-mail Fale com a redaçãoFale com a redação Letra Diminuir letra Aumentar Letra

03/12/2013 07:56 - Atualizado em 11/12/2013 07:47

30 anos do Mundial: Indiferença do Hamburgo serve como motivação

Paulo Roberto disse que Libertadores ensinou Grêmio a vencer Mundial de 83

Lateral disse que Libertadores ensinou ao Grêmio<br /><b>Crédito: </b> José Doval / CP Memória
Lateral disse que Libertadores ensinou ao Grêmio
Crédito: José Doval / CP Memória
Lateral disse que Libertadores ensinou ao Grêmio
Crédito: José Doval / CP Memória

Os bastidores que cercam qualquer grande final são recheados de impressões, expectativas e sentimentos. A decisão que envolveu Grêmio e Hamburgo em 1983 não foi diferente, mas uma atitude se destacou nos dias que antecederam a maior conquista do time gremista. Um comportamento que determinou a ruína dos alemães e a redenção dos gaúchos em Tóquio. Passados 30 anos do título mundial, o ex-lateral Paulo Roberto ainda lembra bem o que inflamou a equipe de Valdir Espinosa. "O Hamburgo agia como se não conhecesse o Grêmio. A indiferença deles nos motivou muito para aquela partida. Eles acabaram amargando a derrota", disse em entrevista ao Correio do Povo.

• O título do Grêmio em 11 histórias
• Abraçamos final como nossa vida, relembra Mazaropi
• Paulo Roberto: Indiferença do Hamburgo serve como motivação
• Baidek: Desenho de escada foi inspiração para o título
• De León: Defesa tinha como missão evitar jogadas aéreas
• Hamburgo era como o Barcelona hoje, compara PC Magalhães
China supera dor para jogar decisão
La Plata serviu de lição para Tóquio, diz Osvaldo
• Alemães riem da altura do Grêmio na chegada ao hotel
• Mário Sérgio força saída para ser campeão mundial
• Estava confiante que ia decidir, diz Renato

Para Paulo Roberto, o ápice da carreira veio cedo. Revelado em 1981 pelo Grêmio, ele participou da conquista da América que levou o clube ao Mundial de 1983. O ex-lateral recorda que time daquela época tinha uma identidade, concebida com os jogadores das categorias de base. "Já tínhamos uma maneira de jogar e naquele duelo com o Hamburgo aplicamos a raça de sempre. Atuamos como se fosse o último jogo das nossas vidas", contou

Segundo o ex-lateral, a Libertadores da América ensinou o Grêmio a lidar com adversidades ainda maiores. Paulo Roberto admitiu que no vestiário gremista existia um certo temor por encarar o Hamburgo, ainda que o clube alemão tenha sido a zebra na final da Liga dos Campeões. "É lógico que o temor existia, até porque o Hamburgo contava com jogadores da seleção da Alemanha (o meia Magath participou do grupo vice-campeão da Copa da Espanha em 1982). Mas o Mundial para nós era tudo. Chegamos dez dias antes no Japão e não poderíamos deixar aquela chance de título passar em branco", recordou.

A vitória de 2 a 1 sobre o Hamburgo, conquistada graças aos gols de Renato Portaluppi, provocou mais do que boas lembranças para o grupo de jogadores. Além de consolidar o Grêmio no cenário do futebol internacional, a taça abriu portas para os protagonistas daquele jogo. “A nossa situação profissional melhorou muito. Novas oportunidades surgiram para todos e até hoje a gente vê que o esforço valeu a pena. É muito bom ser lembrado como um dos atletas que esteve presente naquela conquista”, reconheceu Paulo Roberto.




Ouça a narração de Armindo Antônio Ranzolin pela Guaíba:



 


Fonte: Luiz Felipe Mello







O que você deseja fazer?


Busca

EDIÇÕES ANTERIORES

Acervo de 09 de Junho de 1997 a 30 de Setembro de 2012. Para visualizar edições a partir de 1 de Outubro de 2012, acesse a Versão Digital do Correio do Povo. No menu, acesse “Opções” e clique em “Edições Anteriores”.