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07/12/2013 11:21 - Atualizado em 11/12/2013 07:43

30 anos do Mundial: China supera dor para jogar decisão

Volante do título de 1983 lembra que jogou a final mancando na prorrogação

Volante do título de 1983 lembra que jogou a final mancando na prorrogação <br /><b>Crédito: </b> José Doval/CP Memória
Volante do título de 1983 lembra que jogou a final mancando na prorrogação
Crédito: José Doval/CP Memória
Volante do título de 1983 lembra que jogou a final mancando na prorrogação
Crédito: José Doval/CP Memória

Nem a dor foi capaz de tirar China da partida decisiva do dia 11 de dezembro de 1983. Por causa de um problema no tornozelo, o ex- volante titular do Grêmio viajou a Tóquio com ataduras e com medo de não poder entrar em campo. Ele fardou, mas a situação ficou dramática no início da prorrogação, quando o meio-campista torceu novamente o local. Naquela altura do jogo, o técnico Valdir Espinosa já havia feito todas as substituições e o Tricolor vencia por 2 a 1.

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“Falei para o velhinho lá em cima: ‘Me trouxe até aqui, agora vamos até o final’. E fiquei uns sete minutos mancando”, contou. A salvação saiu das mãos do capitão Hugo De León. “Numa das paradas, o gringo mexeu no tornozelo e colocou a minha perna no lugar. Não sei o que ele fez, porque ele mexeu de tudo que foi jeito. Bom que as dores foram diminuindo. Bati o pé no chão e me senti melhor.” Recuperado, China ajudou o Grêmio a suportar a pressão do Hamburgo e levantar o principal troféu da história do clube.

A história de garra ocorreu por causa de uma brincadeira durante a preparação em Gramado, uma semana antes da ida a Tóquio. As dores que China sentia no tornozelo foram agravadas num momento de lazer do grupo gremista. O ex-jogador queria se vingar de Renato, mas “levou a pior”. “O Renato estava na piscina, e na piscina ele era fraco. Eu pulei na piscina para acertá-lo. Só que errei o cálculo e bati numa parte que não era muito funda. Ali me dei mal e voltei a sentir”, relembrou.

Brincadeiras e sofrimentos à parte, China acredita que o principal título do futebol foi obtido graças à concentração e trabalho do Grêmio. “A gente levou tão a sério o jogo que se tivesse uma pessoa que não soubesse quem era o Grêmio, ia achar que nós éramos o Hamburgo. E que eles eram o Grêmio. Nosso time entrou em campo e fez um monte de exercício, mas o adversário ficou brincando com bola”, comparou o ex-volante.

De León era a grande liderança tricolor, segundo China. O uruguaio foi muito elogiado pelo comando e orientações dentro de campo: “Ele era meu grande parceiro de quarto. Aliás, eu era o porta-voz dele. Ele passava as coisas para mim e eu dava os gritos no vestiário. O De León é muito concentrado, ponderado. Mas quando tinha que gritar, ele berrava”.





Desconfiança antes da viagem


Apesar da vitória na Libertadores, o Grêmio viajou a Tóquio com certa desconfiança por parte da torcida. Depois de ser campeão continental, o time usou os jogos do período de seis meses como preparação ao Mundial. No último amistoso do clube, numa partida de despedida no Olímpico, o Tricolor perdeu por 1 a 0 para o Novo Hamburgo.

China admitiu que o time “tirou o pé” no confronto diante do Noia e que as críticas da imprensa e da torcida na época não abateram os jogadores. “O Mário Sérgio, por exemplo, não jogou. Teve bola na trave e o goleiro do Novo Hamburgo se consagrou, pegou várias. Mas ali era apenas um amistoso. Acho que foi bom ter perdido. Se a gente tivesse goleado o Novo Hamburgo, poderia ficar prepotente demais”, analisa.

A união daquele grupo foi um dos destaques do título. China disse que a relação era muito boa e que os jogadores formavam uma família. “O sentimento é de orgulho, de termos aproveitado a possibilidade para ser campeão do mundial. O principal para o título foi o grupo, pois havia um grande comprometimento de todos.”

Ouça a narração de Armindo Antônio Ranzolin pela Guaíba :




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Fonte: Laion Espíndula / Correio do Povo







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