Porto Alegre, quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

  • 17/01/2014
  • 07:49
  • Atualização: 07:55

Dirigentes do Inter terão de cortar gastos

Clube pode economizar cerca de R$ 1 milhão por mês com saídas de Forlán e Scocco

Luigi mandou o departamento de futebol gastar menos nesta temporada | Foto: Halder Ramos / Especial / CP

Luigi mandou o departamento de futebol gastar menos nesta temporada | Foto: Halder Ramos / Especial / CP

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  • Rafael Peruzzo / Correio do Povo

O técnico Abel Braga quando aceitou o convite para voltar ao Inter já sabia que teria de fazer mais dentro de campo com menos dinheiro. Admitiu tal desafio, inclusive, em sua primeira entrevista coletiva em Porto Alegre. Agora, os planos começam a se tornar realidade. O Inter enxuga sua folha de pagamento desfazendo-se de mais de duas dezenas de jogadores. Sejam eles conhecidos, como Scocco e Leandro Damião, ou desconhecidos, como Zé Mário e Mike.

“Ao todo, são 21 jogadores emprestados ou com contratos rescindidos”, regozija-se o vice-presidente de futebol, Marcelo Medeiros. Os empresários de Scocco devem chegar hoje à Capital, mas não há a certeza de que apresentarão alguma proposta para o argentino, contratado no ano passado por 6 milhões de dólares. Forlán é outro que está na iminência de ser negociado. Mesmo que retorne a Gramado para encerrar a primeira parte da pré-temporada, as evidências de que deixará o Inter são cada vez mais fortes.

Confirmadas as saídas de ambos, o Inter estaria economizando cerca de R$ 1 milhão por mês. Outros “medalhões” como os laterais Gabriel e Kléber também aliviaram a folha. Em contrapartida, chegaram reforços, como Dida, Aránguiz e Wellington Paulista. “O presidente Giovanni Luigi está preocupado com as questões financeiras do clube. Estamos seguindo a diretriz”, admite Medeiros.

A direção não quer extrapolar os gastos como ocorreu em 2013. No ano passado, o Inter gastou R$ 52,3 milhões a mais do que o previsto no orçamento com o futebol, sendo alvo de críticas ferozes por conselheiros de oposição ao longo de todo o segundo semestre. A situação é tão crítica que as contas do ano correm o risco de serem reprovadas pelo Conselho Deliberativo justamente pelo regime perdulário de ordenamento de despesas.

Para 2014, o clube estima gastar cerca de R$ 161 milhões com o futebol. Ou seja, aproximadamente 23 milhões a menos que ano passado. “Sempre o Inter busca a redução, qualquer empresa quer a racionalização e a redução de custos. O Inter não foge disso, desde que com responsabilidade e sem perder qualidade”, completa o presidente Giovanni Luigi.

Se por um lado há a preocupação em cortar os gastos, por outro existe um certo alívio pelo retorno ao Beira-Rio, que dará um incremento às receitas. O Inter aposta no aproveitamento de seu novo complexo para arrecadar mais dinheiro. Mas, para isso, precisa de um time forte dentro de campo.

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TAGS » Futebol, Inter, Esporte