Porto Alegre, sábado, 20 de Dezembro de 2014

  • 14/02/2014
  • 11:07
  • Atualização: 11:14

Impasse em pagamento de estruturas temporárias ameaça Copa em Porto Alegre

Inter não quer bancar montagem que pode custar até R$ 30 milhões

Estruturas exigidas pela Fifa geram polêmica em Porto Alegre | Foto: Divulgação Inter / CP

Estruturas exigidas pela Fifa geram polêmica em Porto Alegre | Foto: Divulgação Inter / CP

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

Um impasse no pagamento das estruturas temporárias exigidas pela Fifa ameaça a realização da Copa do Mundo em Porto Alegre. Apesar da responsabilidade no contrato ser do dono do estádio, o Inter segue com a postura de não querer bancar sozinho. O clube quer que o governo do estado ou a prefeitura banquem as montagens, que têm custo estipulado entre R$ 20 e R$ 30 milhões.

Em entrevista à Rádio Guaíba nesta sexta-feira, o presidente colorado Giovanni Luigi afirmou que o Inter irá entrar com uma grande parcela de investimentos para a realização da Copa do Mundo na cidade e confirmou o pedido de ajuda para as estruturas. “O Inter a duras penas tomou as providências para as questões do estádio. Ele está aí, é extraordinário e supera em muito as exigências da Fifa para a Copa do Mundo. O clube também vai resolver a questão do piso do entorno também com muito sacrifício. Vamos ceder áreas como o Gigantinho, o Centro de Eventos , o estacionamento e as lojas”, disse.

“Eu diria que está é uma questão da sociedade gaúcha. Todos estamos envolvidos e temos que ter a responsabilidade de encontrar um denominador comum. É um problema da cidade, do estado como um todo. Todos nós lutamos para a Copa do Mundo ser realizada aqui e tenho certeza que encontraremos um denominador comum”, completou.

Em respeito ao fato de o contrato estipular que o Inter deve bancar as estruturas, Luigi se defendeu dizendo que isso ocorre porque a grande maioria dos estádios da Copa foram feitos com verbas públicas. “Na verdade, lá atrás, em 2009, existiu um contrato que diz que os proprietários dos estádios deveriam tratar toda as questões da Copa. Mas isso se refere aos estádios públicos porque nove das 12 sedes serão publicas. Nos demais estádios da Copa têm governos dos estados ou os municípios resolvendo. Nesse momento, me parece, que tanto o município quanto o estado buscam uma saída jurídica para essa questão. É mais nesse aspecto. Está sendo tratada e eu quero acreditar que nós temos a condição de resolver isso e termos a Copa aqui”, declarou.

O prazo para entrega das estruturas para a Fifa vence em 22 de maio. Luigi, no entanto, acredita que o impasse sobre a construção na área do Beira-Rio deverá ser resolvido na próxima semana.  “Isso é um assunto que urge, que já deveria estar resolvido. Espero que no máximo em uma semana a gente encontre uma solução. Espero que principalmente as autoridades que comandam a sociedade gaúcha encontrem uma solução para essa questão”.

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