Porto Alegre, quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

  • 19/02/2014
  • 12:32
  • Atualização: 12:38

Conselhos da Portuguesa aprovam entrada na Justiça Comum

Clube tenta recuperar seu lugar na Séria A, perdido após decisão do STJD no fim do ano passado

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  • Lancepress

Mais um capítulo do imbróglio envolvendo a Portuguesa, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e a CBF teve inicio nessa terça-feira. Membros do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) da Lusa decidiram que o caminho que o clube irá seguir a partir de agora é entrar na Justiça Comum para recorrer da decisão do STJD, que condenou o time a perder quatro pontos pela escalação irregular do meia Héverton na última rodada do Brasileirão de 2013. O Conselho Deliberativo, por unanimidade, também aprovou a medida.

Com o resultado da Justiça Desportiva, a Lusa foi rebaixada à Série B do Nacional, enquanto o Fluminense acabou sendo beneficiado e permaneceu na elite. Isso aconteceu porque a Lusa perdeu quatro pontos (o que conquistou no empate com o Grêmio, na última rodada, e mais três de punição).

Cerca de 350 conselheiros estiveram presentes no encontro sob a liderança do presidente do grupo, Marco Antonio Teixeira Duarte. A reunião teve também a participação de Flávio Raupp, dirigente do Gama em 1999 e responsável pela manutenção da equipe no Brasileiro de 2000 após imbróglio semelhante, e do torcedor e advogado Daniel Neves, primeiro a entrar na Justiça Comum a favor do clube do Canindé. As reuniões aconteceram na noite dessa terça-feira, em São Paulo.

Recentemente, a CBF firmou acordo com os 20 clubes da Primeira Divisão determinando que quem entrar na Justiça Comum perderá cotas de TV. A Lusa não fez parte do acerto, que envolveu os times que a entidade considerou como participantes da elite este ano após a decisão do STJD.

A decisão do presidente da Portuguesa, Ilidio Lico, de ouvir os conselhos do clube antes de ingressar com a ação foi de cunho político, para evitar ter problemas internos a depender dos desdobramentos do caso e até eventuais danos à Portuguesa pela decisão.

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