Porto Alegre, quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

  • 13/03/2014
  • 21:44
  • Atualização: 21:48

Esportivo condenado em R$ 30 mil e perda do mando de 5 jogos

Clube de Bento Gonçalves foi julgado na noite desta quinta-feira pelo TJD

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  • Correio do Povo

A Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Gaúcha de Futebol (FGF) condenou o Esportivo a uma multa de R$ 30 mil e perda de cinco mandos de campo. na noite desta quinta-feira, devido ao caso de racismo envolvendo o árbitro Márcio Chagas da Silva no estádio Montanha dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, na Serra gaúcha. O episódio ocorreu na partida entre o Alviazul e o Veranópolis na semana passada, pelo Gauchão.

Na semana passada, Chagas da Silva relatou que um grupo de torcedores o xingou desde o início da partida. “Era uns 15 ou 20 torcedores, todos homens, mesmo adolescentes e crianças, que estavam junto à tela, próximo à entrada do vestiário, a uma distância de uns 10 metros. Começaram a gritar 'macaco fdp', 'escória', 'vai para a selva', 'volta para o circo', além dos insultos já habituais de campo de futebol”, recordou.

Ao fim do compromisso, o profissional disse que encontrou bananas espalhadas em seu carro. O automóvel também estaria com arranhões na lataria e partes amassadas. “Fui pegar o carro e me deparei com o veículo cheio de bananas, por cima e no cano de descarga do veículo. Ele estava no estacionamento privativo reservado à arbitragem. Além disso, tinha arranhões, batidas e partes amassadas”, relatou.

Chagas fotagrafou os danos causados e anexou as imagens à súmula do duelo. Ele também fez Boletim de Ocorrência na Polícia Civil. Em entrevista ao Correio do Povo, ele afirmou que casos semelhantes são comuns em partidas sediadas na Serra gaúcha. “Infelizmente é algo que acontece nos jogos na Serra”, lamentou.

O árbitro foi convocado para prestar esclarecimentos, mas justificou sua ausência por ter um encontro com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, em Brasília. Ele e o volante Tinga, do Cruzeiro, foram recebidas pela chefe de Estado por terem sido vítimas de racismo recentemente.

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