Porto Alegre, domingo, 23 de Novembro de 2014

  • 02/04/2014
  • 08:35
  • Atualização: 10:31

Dinho lembra 95 e alerta para pressão da torcida em Medellín

Ex-volante garantiu o bi da Libertadores ao Grêmio com gol diante do Atlético Nacional

Barcos é a esperança de gols do Grêmio na Colômbia | Foto: Cristiano Oliveski / Grêmio / Divulgação / CP

Barcos é a esperança de gols do Grêmio na Colômbia | Foto: Cristiano Oliveski / Grêmio / Divulgação / CP

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  • Laion Espíndula / Correio do Povo

Com o gol do ex-volante Dinho, no final do jogo, a torcida do Grêmio pôde ter a certeza do segundo título da Copa Libertadores, em 1995. O Tricolor havia vencido o duelo de ida da decisão por 3 a 1, no Olímpico, e tinha a vantagem para o segundo confronto. Passados 19 anos, o ex-jogador relata as dificuldades enfrentadas pelo time comandado pelo técnico Luiz Felipe Scolari na cidade colombiana e dá dicas para a atual equipe do Grêmio fazer um bom jogo nesta quarta-feira, às 22h, e encaminhar a classificação para as oitavas de final da Libertadores. Para ele, a pressão da torcida local é o principal desafio.

“Lembro da nossa chegada ao estádio, que foi tensa. Muitos torcedores empurraram o ônibus e nos xingava. Acho que hoje em dia não acontece tanto como naquele tempo. Mas a pressão da torcida é grande”, comentou o dono da camisa 5 tricolor na época. “O estádio estava cheio, acho que umas 60 mil pessoas. Eles deram apitos aos torcedores, que incomodaram o tempo inteiro”, acrescentou.

Outro fator complicado em Medellín foi a “malandragem extra-campo”, segundo Dinho. “Eles faziam muitas coisas erradas. Antes do jogo, pintaram o nosso vestiário, para tentar deixar um de nossos jogadores mal. Também cortaram a nossa água. Espero que isso não exista mais no futebol”, observou.

A altitude de 1,5 mil metros de Medellín não atrapalhou o Grêmio na final de 95. A delegação viajou alguns dias antes para a Colômbia, por orientação do então preparador físico Paulo Paixão. E o desempenho do Tricolor foi muito bom. “Não lembro de jogadores que tiveram problemas com isso. Eu não senti a altitude. Se alguém sofreu com o clima, foi pouco. Tomamos alguma precauções e fizemos uma preparação correta.”

Obrigação de vitória

Se tivesse a oportunidade de conversar com o elenco gremista antes da partida contra o Atlético Nacional, Dinho diria aos jogadores que precisam reagir depois do fracasso no Gre-Nal 400, nesse fim de semana. “A obrigação de vitória é maior agora. Tem que usar a derrota como um incentivo a mais para jogar na Colômbia. O time deve uma resposta ao torcedor. E um resultado positivo servirá para a equipe não desanimar e seguir em frente na Libertadores”, analisou o ex-volante.

Apesar da queda gremista diante do rival pelo Gauchão, Dinho é otimista em relação ao jogo desta quarta. Ele confia numa vitória do Tricolor, por 1 a 0. “Quem sabe com gol do Edinho”, arriscou. “Ele tem algumas características parecidas comigo. Tem garra, vontade e se entrega. Torço por ele", acrescentou.

Ficha técnica da final de 1995

Atlético Nacional

Higuita; Santa (Herrera), Marulanda, Foronda e Mosquera (Pabón); Serna, Gutierrez, Arango (Matamba) e Alexis Garcia; Angel e Aristizábal. Técnico: Juan José Peláez

Grêmio
Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Arílson (Luciano), Carlos Miguel; Paulo Nunes (Alexandre Xoxó) e Jardel (Nildo). Técnico: Luiz Felipe Scolari

Gols: Aristizabal (12min/1ºT); Dinho (41min/2ºT).
Cartão Amarelo: Danrlei, Arce, Rivarola, Dinho, Paulo Nunes e Alexandre (GRÊ); Foronda, Serna e Gutierrez (ATN).
Cartão Vermelho: Goiano (GRÊ)
Local: Atanásio Girardot (Medellín, Colômbia)
Juiz: Salvatore Imperatore (Chile)

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