Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 02/05/2014
  • 13:17
  • Atualização: 13:28

Barcos revela pressão, mas diz que fica no Grêmio

Com a filha no colo, atacante foi cercado por torcedores após queda para o San Lorenzo

Barcos foi ameaçado por gremistas após queda na Libertadores | Foto: Vinicius Costa / AFP / CP

Barcos foi ameaçado por gremistas após queda na Libertadores | Foto: Vinicius Costa / AFP / CP

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  • Lancepress

O clima ficou quente após a eliminação do Grêmio na Copa Libertadores da América. Ainda na Arena, torcedores do Grêmio agrediram verbalmente o centroavante Barcos e cercaram seu carro no estacionamento do estádio gremista, com batidas no veículo. A revelação foi feita pelo camisa 9, que admitiu que em certo momento rebateu as críticas e pediu respeito aos gremistas no momento difícil. O argentino afirmou que entende as cobranças, mas que não irá deixar o clube por conta de pressão da torcida.

“Seria o ideal (apoio sempre), ou pelo menos que analise tudo antes de criticar e falar um coisa ou outra. É passional e é entendível. Vai xingar quando perder e aplaudir quando ganhar. Eles falam hoje que tem que embora, que o Barcos tem que ir embora. Mas o torcedor não manda no clube. Se torcedor me mandar embora de um clube, eu largo o futebol. Se o presidente pedir, eu vou embora. Dou o melhor e vou embora. Mas não a torcida”, relatou.

O enfrentamento entre a torcida e o capitão da equipe aconteceu no estacionamento da Arena. Segundo Barcos, ele estava com a filha no colo e se dirigia ao seu carro quando foi xingado e cobrado pelos torcedores. Sem rebater, entrou em seu veículo. Só que o grupo de cerca de cinco gremistas cercou e passou a bater no carro do Pirata. Foi quando o argentino contestou a atitude dos tricolores.

Após o jogo, com os seus familiares, em casa, Barcos repassou cada lance do jogo. Debatia com o irmão Gustavo Barcos o que poderia ter feito diferente no jogo e no momento da cobrança. Foi dormir só no final da madrugada, por volta das cinco da manhã, relatou.

“Em primeiro momento saí do jogo e a crítica eu aceito. Sempre aceitei, nunca falei nada para ninguém. Mas estava com minha filha no colo e quatro ou cinco falando. Fiquei quieto e peguei o carro, saí. Continuava, mais agressivo, cada vez mais. Aí contestei e aí ficou. Bateram no carro e fui para casa. Tem que aprender a respeitar. Foi muito difícil dormir, fui pelas cinco horas da manhã. Fiquei com minha família, meu irmão estava aí, falamos do jogo e do que aconteceu. Começa a voltar tudo e o que poderia ter feito”, lembrou Barcos.

O Tricolor viaja para São Paulo na tarde desta sexta-feira, onde enfrentará o Santos neste sábado, às 18h30min, no Pacaembu. O clube gaúcho tenta superar as dificuldades e vencer no Brasileirão após o fim do sonho de conquistar o tri da América.

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