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24/05/2014 18:30 - Atualizado em 24/05/2014 18:48

Real Madrid vira na prorrogação e é campeão europeu pela décima vez

Gols de Bale, Marcelo e Cristiano Ronaldo marcaram na prorrogação e definiram o título em Lisboa

Real Madrid vira na prorrogação e é campeão europeu pela décima vez <br /><b>Crédito: </b> Franck Fife / AFP/ CP
Real Madrid vira na prorrogação e é campeão europeu pela décima vez
Crédito: Franck Fife / AFP/ CP
Real Madrid vira na prorrogação e é campeão europeu pela décima vez
Crédito: Franck Fife / AFP/ CP

A espera acabou. E da forma mais emocionante possível. O Real Madrid é novamente campeão da Europa após 12 anos e chega à sua décima taça, com uma performance histórica de vontade e resiliência. Após estar perdendo desde o fim do primeiro tempo para o rival Atlético de Madrid, os Merengues buscaram o empate aos 48 minutos do segundo tempo, levando o jogo para a prorrogação e superaram o cansaço para fazer história. O 4 a 1 veio com gols de Sergio Ramos, do empate, Bale, que confirmou sua condição de jogador decisivo, já que havia marcado o gol do título da Copa do Rei, Marcelo e Ronaldo.

A "Lá Décima" marca o fim de uma obsessão do Real, que fez o clube gastar rios de dinheiro em contratações algumas vezes duvidosas, contratar técnico atrás de técnico até se acertar com Carlo Ancelotti, um dos grandes responsáveis pelo sucesso europeu. Além do italiano, é impossível não mencionar o melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo, que jogou neste sábado no sacrifício, mesmo podendo perder a Copa do Mundo caso sua lesão se agravasse. Outro que merece ser lembrando é Sergio Ramos. Vilão da eliminação para o Bayern na semifinal em 2012, o zagueiro deu a volta por cima diante dos alemães e empatou a decisão quando ninguém mais acreditava no Real Madrid.

Para o Atlético de Madrid, fica a sensação de "quero mais", mas a certeza de que a temporada foi inesquecível da mesma forma, com a conquista do título espanhol. Dói apenas a lembrança de que na sua outra participação em uma decisão da principal competição europeia de clubes, o Atletico também tomou um gol no fim do jogo, contra o Bayern de Munique, em 1974.

O JOGO

A partida começou com equívocos nas duas escalações. Pelo Real Madrid, Khedira foi o escolhido de Carlo Ancelotti para substiuir Xabi Alonso, suspenso. Sem ritmo de jogo por estar voltando de uma grave lesão no joelho direito, o volante alemão teve um péssimo primeiro tempo e sua má atuação influenciou até Modric, o motor do meio de campo merengue. Do lado do Atlético de Madrid, a escalação desde o começo de Diego Costa se provou um erro calamitoso de Diego Simeone, com o atacante saindo após apenas nove minutos de jogo, queimando uma substituição à toa.

Mantendo-se fiel a seu estilo ao longo da temporada, os Colchoneros davam a posse ao adversário e esperavam para explodir em contra-ataques. O Real Madrid aceitava a bola, mas pouco fazia com ela. Cristiano Ronaldo e Benzema, com problemas físicos, pouco apareceram. Bale conseguiu a jogada mais perigosa merengue, aproveitando erro de Tiago, avançando sozinho, mas errando o chute de frente com Courtois.

Como quem não faz, leva, o Atlético de Madrid não desperdiçou o vacilo de Casillas, que saiu errado do gol em jogada na área e permitiu que Godín, herói do título espanhol, começasse a colocar de vez seu nome na história do Atlético de Madrid.

O gol assustou o Real Madrid, que foi e voltou do vestiário acuado pelo rival. Após dez minutos, porém, uma série de finalizações de Ronaldo reequilibrou o jogo. Ancelotti aproveitou e tirou Coentrão e Khedria, colocando Marcelo e Isco. O meia espanhol entrou bem no jogo, mas como meia pela direita, desorganizou o Real, que passou a abafar o Atlético sem nenhum critério. Di María era a melhor opção pela esquerda, mas sofria com um rodízio de faltas. Bale teve nova oportunidade em arrancada - e voltou a chutar torto. A pressão continuou, mas os Colchoneros seguiram absolutos na defesa. O Atlético, àquela altura, já havia desistido de jogar e apenas se defendia.

Até que aos 48 minutos, surgiu Sergio Ramos. Ele, herói da classificação para a decisão com dois gols diante do Bayern de Munique, voltou a salvar a pele merengue, se desmarcando justamente de Godín para levar o jogo à prorrogação. Ao fim dos 90 minutos, os beijos na bochecha de Casillas em Ramos diziam tudo.

Na prorrogação, o Atlético permaneceu com a postura defensiva, claramente sentindo o gol. Após o primeiro tempo, porém, o cansaço bateu forte e os espaços começaram a aparecer, principalmente do lado direito, com Juanfran lesionado e fazendo apenas número. Di María aproveitou essa brecha e partiu para cima do lateral adversário, chutando e deixando a bola para Bale marcar. O galês é mesmo abençoado, tendo marcado também na final da Copa do Rei. Com a porteira aberta, Marcelo ampliou e se debulhou em lágrimas. Ronaldo fechou o caixão, de pênalti. A espera acabou.


Fonte: Lancepress






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