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O Rio Grande do Sul só vai dar início ao Censo 2010 na segunda-feira, a partir das 8h, em uma aldeia indígena em Viamão. O alerta é do assessor de imprensa do órgão no Estado, Ademir Koucher, que deu entrevista, nessa tarde, ao Estação 720, na Rádio Guaíba. Pessoas que se apresentarem antes como recenseadoras não foram credenciadas para trabalhar, ainda que o IBGE, em parte dos Estados, comece a pesquisa neste domingo.
Koucher explicou que a data é usada como referência para que constem no Censo apenas as pessoas nascidas até 31 de julho. "Não quer dizer, também, que as pessoas vão ser procuradas já na segunda-feira. O Censo só vai 'esquentar' mesmo em meados de agosto", complementou o assessor.
O Censo deste ano ainda vai apurar os dialetos adotados pelos indígenas no País e as etnias que formam as aldeias. Por essa razão, a pesquisa, no Rio Grande do Sul, abre, oficialmente, na comunidade Mbya Guarani, em Viamão, onde 17 famílias vão ser recenseadas. No mesmo dia, a governadora Yeda Crusius e o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, vão ser procurados, em gabinete, para responder ao questionário.
A megaoperação nacional é orçada em R$ 1,68 bilhão. Cerca de 58 milhões de domicílios devem ser visitados até 31 de outubro. Os primeiros resultados da contagem populacional devem ser apresentados pelo instituto ao Tribunal de Contas da União, já no final de novembro, para definição das fatias de destino do Fundo de Participação dos Municípios. Em dezembro, a imprensa recebe novos dados.
O Censo anterior foi realizado em 2000 e contabilizou uma população de 169,8 milhões de habitantes. A primeira pesquisa desse tipo havia sido realizada pela instituição em 1872, quando o País somava uma população de 10,1 milhões de pessoas.
Saiba como identificar um recenseador
Um único morador pode fornecer as informações por todos os moradores dos domicílios, em questionários que terão de 37 a 108 quesitos. Os recenseadores podem ser identificados pelo uso de um colete especial, no qual vai estar fixado um documento de identificação e o logotipo do Censo, além de um boné e o material eletrônico de mão para a realização do questionário. Quem ainda tiver dúvidas pode ligar para o telefone 0800 721 8181.
Em áreas de difícil acesso, como favelas e áreas indígenas, o instituto buscou contratar profissionais que moram nesses locais, para facilitar a coleta de informações. Segundo Nunes, o procedimento adotado para o Censo na área de favelas é o mesmo que vem sendo adotado com sucesso em outras pesquisas domiciliares realizadas pelo instituto.
Há também casos especiais como as 68 cidades afetadas pelas enchentes em Alagoas e Pernambuco. Nunes explica que o instituto está avaliando como vai proceder o recenseamento nesses locais, inclusive identificando as pessoas que trocaram de endereço por causa dos problemas causados pelas chuvas. Em todo o País, o trabalho dos recenseadores pode se estender pelo horário noturno e finais de semana, dependendo da peculiaridade de regiões e domicílios a serem visitados.
Resposta pela Internet exige contato prévio com o recenseador
Não responder ao Censo é crime previsto em lei. A novidade deste ano é que as pessoas que passam muito tempo fora de casa vão poder optar pelas respostas na internet. Porém, também para essa opção é necessário um contato com o recenseador, responsável pela entrega de um envelope lacrado, com prazo de utilização. Caso o internauta não cumpra a data estipulada, o profissional contratado pelo IBGE vai retornar ao local e insistir na entrevista presencial.
De acordo com a legislação brasileira, a não prestação de informações nos prazos fixados gera multa de até dez vezes o maior salário mínimo vigente no País. Fica dispensado do pagamento da multa, porém, o infrator primário que prestar informações no prazo fixado no auto de infração.
Ouça o áudio: Entrevista do assessor de imprensa do IBGE, Ademir Koucher
Fonte: Rádio Guaíba
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