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  • 22/10/2010
  • 13:48
  • Atualização: 13:50

Governo gaúcho alerta para reforço na prevenção contra superbactéria

Centro de Vigilância em Saúde descarta possibilidade de epidemia no Estado

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  • Ronnan Dannenberg / Correio do Povo

Causadora de 18 mortes no Distrito Federal através de infecções hospitalares, a superbactéria Klebsiella Penumoniae Carbapenemase (KPC) já está presente no Rio Grande do Sul. A Coordenação de Vigilância em Saúde de Porto Alegre confirmou que desde 2008 o germe foi detectado nos hospitais da Capital, mas sem o desencadeamento de surtos e registros de óbitos em pacientes. A Secretaria Estadual de Saúde do RS emitiu alerta às casas de saúde para que aumentem as medidas de prevenção, controle de infecções e estratégias de monitoramento para evitar com que a bactéria, que altamente resistente a antibióticos, se alastre.

Para o coordenador de Vigilância em Saúde de Porto Alegre, Anderson Lima, há mais de dois anos que agentes da Capital mantém um trabalho com todos os hospitais no intuito de evitar infecções provocados pela KPC e outras bactérias. “Recentemente tivemos casos provocados por Acinetobacter que gerou muito trabalho para nós. O que temos que evitar são os surtos, como o registrado no Distrito Federal. Quando identificamos uma situação que foge da anormalidade, tomamos todas as medidas de reforço à proteção que já é padrão”, afirmou.

O Centro de Vigilância em Saúde do RS (Cevs) não registrou nenhum caso da KPC no Estado. O diretor do órgão, Francisco Paz, disse que não espera uma epidemia no Estado como ocorre no Distrito Federal. “O RS é pioneiro na instalação de comissões de controle de infecções hospitalares. Estamos fazendo o acompanhamento dos casos e comunicamos aos hospitais que nos relatem qualquer caso suspeito que surgir”, afirmou.

Paz disse que a população não precisa ficar alarmada. “A bactéria se desenvolve em ambiente hospitalar. Nesses locais, estamos reforçando os cuidados com higiene, como na lavagem de mãos, no uso de aventais, entre outras medidas”, salientou. “O que a população em geral deve fazer é evitar idas desnecessárias aos hospitais e manter o hábito de constante higienização das mãos, além não tomar antibióticos por conta própria. São medidas que não valem somente para este momento, mas que deve ser feitas sempre”, complementou.

O Distrito Federal registrou 183 casos de contaminação desde janeiro, sendo que 46 pacientes tiveram infecção. O surto fez com que as pessoas buscassem materiais descartáveis e de higiene, esvaziando estoques. O Governo do DF anunciou a liberação de R$ 10 milhões para compra desses produtos em caráter emergencial. São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Paraíba também confirmaram casos.

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