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12/02/2011 22:05 - Atualizado em 12/02/2011 22:16

Guaíba vai restaurar presídio da Ilha da Pólvora

Local foi fechado na década de 1980 e agora será transformado em ponto turístico

Antigo presídio da Ilha da Pólvora vai virar ponto turístico
Crédito: Cristiano Estrela

A Ilha das Pedras Brancas deverá ser transformada em ponto turístico. A Prefeitura de Guaíba obteve prorrogação do prazo de concessão, para colocar em prática o projeto de revitalização. A ilha também é conhecida como Ilha do Presídio ou Ilha da Pólvora, pois foi depósito de pólvora no Império e serviu de laboratório de pesquisa da peste suína na década de 50, e hospedou prisioneiros a partir de 1956 - incluindo presos políticos como o ex-prefeito da Capital Raul Pont, o ex-deputado estadual e ex-marido da presidente Dilma Rousseff, Carlos Araújo, o vereador Índio Vargas e o juiz João Carlos de Bona - no regime militar de 1964.

Em 4 de abril de 1983, o governador Jair Soares mandou fechar a prisão e, desde então, a área de 4,5 mil metros quadrados foi tomada pela vegetação e tem sido alvo constante de vândalos e pichadores. A intenção do prefeito Henrique Tavares é salvar uma parte da história do RS, transformando a área natural e edificada em ambiente de Educação Ambiental, Histórico e Cultural, visando à estruturação de um potente espaço de atração turística e de pesquisas históricas e científicas. A prefeitura foi contemplada com mais 25 anos de uso da ilha - o primeiro convênio, formalizado em 2005, tinha validade de cinco anos.

Segundo o prefeito, é um desperdício desprezar as belezas naturais da ilha, que foi cenário de conflitos históricos. "Guaíba vai lutar para revitalizar a área e transformá-la em atrativo turístico e histórico, com consciência ambiental", diz Tavares. Um dos objetivos é criar um memorial com ênfase para os diversos usos do local, com o menor impacto possível ao ambiente natural. Está prevista a restauração dos prédios e a construção de passarelas e mirantes elevados, para possibilitar a visitação do público com conforto e segurança.

Ao longo das trilhas, além da magnífica paisagem, será possível identificar a maioria das espécies vegetais. Tavares destaca que a água para consumo humano será produzida na ilha com a implantação de uma pequena estação de tratamento, e os resíduos sólidos devem ser transportados para Guaíba e depositados no aterro sanitário municipal.


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Fonte: Correio do Povo






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