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  • 31/05/2011
  • 13:48
  • Atualização: 15:58

Radiação de telefones celulares pode causar câncer, diz OMS

Uso de aparelhos móveis foi classificado na mesma categoria de risco do chumbo

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  • AFP

O Centro Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (CIRC), agência especializada da Organização Mundial da Saúde (OMS), anunciou nesta terça-feira que o uso de telefones celulares deve ser considerado como fator "possivelmente cancerígeno para o ser humano"."Testes nos campos eletromagnéticos de radiofrequência apontam campos muito fortes, que justificam uma preocupação quanto a essa classificação, considera o presidente do grupo de pesquisa patrocinado pelo CIRC, Jonathan Samet.

Uma equipe de 31 cientistas de 14 países, incluindo os Estados Unidos, analisou uma série de estudos feitos por especialistas em segurança de telefonia celular. "O grupo de pesquisa busca classificar (...)  por meio de estudos epidemiológicos  um risco crescente de glioma, um tipo de câncer do cérebro relacionado ao uso de celular", disse Jonathan Samet em uma entrevista coletiva.

A agência classifica o uso do telefone móvel na mesma categoria de risco do chumbo. Samet alerta que "pode haver risco e que, por isso, devemos ficar atentos à relação entre os telefones celulares e o aparecimento do câncer", concluiu. Segundo o diretor do CIRC, Christopher Wild, "é importante a realização de pesquisas complementares sobre a utilização intensiva, a longo prazo, dos celulares".

"Durante a espera da disponibilização de tais informações, é importante tomar medidas pragmáticas, a fim de reduzir a exposição (às ondas)", acrescentou, citando a utilização de kits que deixam as mãos livres e os SMS. O grupo de trabalho não quantificou o risco, mas faz referência a um estudo sobre o uso desses aparelhos até 2004, que mostravam um aumento de 40% do risco de gliomas entre os maiores usuários – definidos, na época, como os que acionavam o aparelho durante 30 minutos por dia durante 10 anos.

Os especialistas estudam, também, os riscos em outros campos eletromagnéticos, tais como radares, micro-ondas, emissores de rádio ou televisão, ou telecomunicação sem fio, considerado as provas, nestes casos, ainda insuficientes.

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