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  • 26/08/2011
  • 14:00
  • Atualização: 15:52

PMs rejeitam proposta, mas suspendem protestos até quarta

Categoria se reuniu com representantes da Casa Civil no Palácio Piratini nesta sexta

Reunião foi feita no início da tarde desta sexta-feira, no Palácio Piratini | Foto: Eduardo Seidl / Palácio Piratini

Reunião foi feita no início da tarde desta sexta-feira, no Palácio Piratini | Foto: Eduardo Seidl / Palácio Piratini

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  • Mônica Bidese / Correio do Povo

Os policiais militares rejeitaram, na tarde desta sexta-feira, a proposta do governo do Estado de antecipar a parcela do aumento de 4,65% que seria pago em março de 2012 para outubro deste ano. Eles prometeram, no entanto, dar uma trégua com a paralisação das barricadas e queimas de pneus nas rodovias.

Os protestos fazem parte da mobilização por melhores salários e tiveram início no dia 4 deste mês, se intensificando nesta semana. A decisão foi tomada após reunião entre a categoria e o Executivo, no início da tarde, no Palácio Piratini.

A categoria cobra do governo estadual a definição de uma matriz salarial para os quatro anos do governo Tarso Genro, o prometido pelo governador quando assumiu o Piratini. “Queremos um calendário até 2014 e que chegue o salário de R$ 3,2 mil. Aguardamos uma proposta digna e que foi prometida”, salientou o presidente da Associação de Praças da Brigada Militar (BM), Leonel Luca. A expectativa dos brigadianos é de que, até a próxima quarta-feira, seja apresentada uma nova proposta à categoria.

Segundo o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, se somados os 6,32% concedidos no início deste ano aos brigadianos aos outros 9,3% (outubro/2011 e março/2012), o reajuste chegaria em torno de 17%, sendo que só neste ano seria 11,5%. “Nós vamos garantir uma política de ganho real nos quatro anos de governo para a Segurança, mas, se vai chegar aos R$ 3,2 mil de salário, é outra questão, condicionada ao desempenho da economia e da arrecadação estadual, por exemplo. Estamos avaliando”, destacou Pestana. A média de ganho de um soldado é de R$ 1.170.

Protestos tiveram início no dia 4 deste mês | Crédito: Marcos Thiago / Especial CP

"Perder a cabeça"

O governador admitiu, em Rio Grande, que considera o salário dos policiais gaúchos “uma vergonha” e prometeu a um grupo de servidores da Segurança que pretende reajustar os vencimentos da categoria ainda este ano. Ele pediu, no entanto, para os policiais não “perderem a cabeça”, se referindo aos protestos com barreiras. Segundo Tarso, isso tira a legitimidade da manifestação. O chefe do Executivo informou que pedirá para a Polícia Federal investigar os atos. Para Tarso, se for comprovada a participação de integrantes da BM, será uma mancha na história da corporação.

Já passa de dez o número de protestos por melhores salários para a BM, no Estado, neste mês. Somente nesta sexta-feira, foram quatro registros. Um deles ocorreu em Gravataí, no km 18 da ERS 118, próximo à entrada para o Campus da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). Em seguida, pneus foram queimados na avenida Getúlio Vargas, em frente à prefeitura de Alvorada.

A terceira barricada ocorreu no km 26 da BR 392, em Rio Grande, na zona Sul do Estado. A Polícia Rodoviária Federal informou que houve bloqueio total da pista por uma hora. Por volta das 5h, manifestantes atearam fogo a pneus no km 107 da BR 158, em Palmeira das Missões.

Assista ao vídeo do protesto em Alvorada:

                              

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